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Bancada marconista não pode ser inimiga de Goiás

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A bancada marconista, atuante na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), não pode perder o trem da história: uma coisa é defender interesses políticos de grupo e outra, bem diferente, é atuar contra projetos que beneficiam Goiás.

Hoje, ao abrir os jornais do Estado, temos como manchete a tentativa do deputado estadual Talles Barreto imputar como inconstitucional o pedido pelo Governo de Goiás de acesso aos recursos do Fundo de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) para uma emergência administrativa.

Não é inconstitucional. Se ele pensa isso, ok. Mas não é. A Constituição é mãe. Não madrasta.  Está na base teórica que a funda.

É natural que tudo (ou quase tudo) que vem do governo, ele tenha esta postura de enfrentar e dizer não. Mas deveria dizer ‘sim’ algumas vezes, a bem do público.

Eu, como mestre em Direito pela Universidade Federal de Goiás (UFG),  como professor de Direito Constitucional, discordo do nobre parlamentar. E o desafio a debater o assunto.

Aqui, não vou entrar nos meandros jurídicos, principalmente no que se refere ao princípio da razoabilidade e da motivação, que é de onde deve ser o ponto de partida.

Vou manter o debate político: a oposição faz isso para prejudicar o Estado, que enfrenta uma grave crise econômica por conta (adivinhem!) justamente do grupo de Talles.

O trem da dignidade política só passa uma vez, deputado.

Perdê-lo significa entrar numa lista de “persona non grata”. E o trem está partindo…Oposição por oposição é fascismo; jamais democracia – basta ler Jürgen Habermas para perceber isso.

Ver o que aconteceu com os parlamentares do PT, a bancada que mais encolheu nos estados, seria antecipar o futuro.

Se colocar contra os interesses públicos é o mesmo que trair a população, que elegeu os parlamentares.  O parlamentar exerce um mandato de representatividade.

Ou seja, deve “representar” seus eleitores. Desafio o deputado novamente a encontrar um eleitor e explicar o que pretende com suas ações. Vamos ver a reação do cidadão comum, que já sabe o desastre que foi repassado ao atual gestor.

No momento, a agenda que surge é de que eles (a bancada de Marconi Perillo na Assembleia) tentam, a todo custo, prejudicar projetos do governo que têm como missão organizar as contas de Goiás.

Eleitos para representar o povo goiano, os deputados Talles Barreto, Tião Caroço, Leda Borges, Gustavo Sebba e Lucas Calil estão sendo observados.

 

Welliton Carlos é advogado, jornalista, doutor em Sociologia, mestre em Direito pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e articulista do portal www.goyaz.com.br 

 

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