Conecte-se conosco

Brasil

Batalha virtual após postagem de Bolsonaro

Publicado

em

A quarta-feira de cinzas abriu uma das maiores disputas entre grupos políticos do país: os defensores de Bolsonaro atacam o carnaval por conta de uma suposta pornografia divulgada pelo líder do PSL.

Os contrários acusam o presidente de ser imoral. Motivo: Jair Bolsonaro (PSL) postou vídeo na sua conta na rede social Twitter (mais elitista, usada por intelectuais, formadores de opinião, jornalistas e artistas, dentre outros) em que um folião enfia o dedo no ânus enquanto outro urina (golden shower) no companheiro. A cena teria sido gravada em um bloco de carnaval paulista na última segunda-feira, 4. Bolsonaro usa o audiovisual para criticar a distorção do “espírito momesco”. Em nota, ele nega que teve intenção de atacar o carnaval, como festa brasileira, ainda que profana.

TREND TOPICS

Nas redes, a hashtag  #ImpeachmentBolsonaro é um dos trend topics, já que os adversários supõem que o ato seria uma quebra de decoro.   Até a noite de quarta-feira, dois milhões de pessoas viram as imagens fortes.

O conteúdo erótico explícito já foi censurado pela rede social. Miguel Reale Júnior, penalista destacado no cenário nacional, mas ligado ao PSDB (adversário de Bolsonaro), disse que a situação caracteriza quebra de decoro e motiva pedido de impeachment. Mas a maioria de juristas não entende que o ato seja tão grave. É mera liberalidade crítica.

O fato é: carnaval é (sempre foi) excesso. Está em sua origem de que ocorre um “adeus” a “carne”.

Logo, cometeram excessos tanto o folião quanto o presidente. Mas nada que a temporada da quaresma não  reconcilie com humildade.

Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas