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Brasil

Bolsonaro assina termo de cooperação para Fórmula 1 ter corrida no Rio de Janeiro em 2020

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O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), assinou na manhã de hoje um termo aditivo de cooperação com a iniciativa privada que levará a Fórmula 1 ao Rio de Janeiro em 2020.

De acordo com Bolsonaro, o novo autódromo do Rio será construído no bairro de Deodoro, na zona oeste da cidade, em “seis ou sete meses, sem dinheiro público”.

A vinda da Fórmula 1 para o Rio de Janeiro deve atrair até sete mil empregos para o estado, disse o presidente.

“A direção da Fórmula 1 decidiu manter um Grande Prêmio no Brasil. No entanto, São Paulo se tonou inviável pela causa da participação pública no evento e a dívida existente lá. O novo autódromo será construído em seis ou sete meses. O setor hoteleiro ficará feliz, a economia do estado também, já que serão até sete mil empregos gerados. Bom para o Rio de Janeiro e para o Brasil”, afirmou.

O anúncio foi feito ao lado do governador do estado, Wilson Witzel (PSC), e do prefeito da capital fluminense, Marcelo Crivella (PRB).

Questionado sobre uma audiência pública na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro que vai debater a viabilidade da construção do autódromo, Crivella não quis comentar as falas de ambientalistas sobre as obras que serão realizadas na região da Floresta do Camboatá.

O vereador Renato Cinco (PSOL), que preside a Comissão de Meio Ambiente na Câmara, visitou o local e constatou que aquela é uma área Remanescente de Mata Atlântica. “Importante os cariocas perceberem que não é meia dúzia de árvores que a prefeitura quer cortar para fazer o autódromo. Eles querem destruir uma floresta, em pleno processo de regeneração que precisa ser preservada”, afirmou. Bolsonaro não quis comentar a afirmação.

Witzel comentou a audiência pública. “A câmara que quer botar restrição. Estamos trabalhando, já que não há problemas ambientais. Inclusive, será muito melhor, já que o entorno terá movimento e será monitorado”, disse. Bolsonaro afirmou que se aquela região segue preservada, isto se deve à presença do Exército na Vila Militar, que fica no mesmo bairro. “Não fosse o Exército, aquela região já teria sido ocupada”, disse o presidente. Crivella explicou que o edital de licitação terá uma empresa vencedora em 45 dias.

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Após receber alta do hospital, Bolsonaro chega a Brasília e segue agenda de ataques contra imprensa

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O presidente Jair Bolsonaro deixou o Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, na tarde de segunda-feira (16) às 14h58, depois de receber alta. A movimentação para a saída da comitiva presidencial do hospital começou por volta das 14h.

Ao desembarcar em Brasília, o presidente usou de sua conta no Twitter para atacar órgão de imprensa.

Bolsonaro não gostou da matéria que insinua nova Reforma Ministerial, que poderia estar em debate entre congressistas

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Brasil

Cerrado registra mais focos de queimadas do que a Amazônia nos primeiros dias de setembro

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Se for considerado o período anual, de 1º de janeiro a 9 de setembro, a floresta ainda tem mais registros de fogo. De acordo com especialistas, calor extra no Cerrado pode estar ajudando a disseminar os focos.
Por Carolina Dantas, G1

O Cerrado registrou mais focos de queimadas nos primeiros dias de setembro do que a Amazônia, fenômeno inverso ao que foi visto durante o mês de agosto e desde o início do ano.

Do dia 1º até esta segunda-feira (9), foram 7.304 focos no Cerrado, contra 6.200 na floresta amazônica. No acumulado ano ano, o bioma Amazônia acumula 53.023 focos contra 34.839 do Cerrado

Nos últimos 30 dias (de 9 de agosto a 9 de setembro), a Amazônia registrou 30.245 focos, contra 17.438 do Cerrado. A tendência de crescimento das queimadas neste segundo bioma começou apenas na última semana do mês.

Os dados são do banco do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e foram captados pelo satélite de referência Aqua.

Esse aumento no número de focos no Cerrado não foi visto no mesmo período de 2018. De acordo com o climatologista Carlos Nobre, membro da Academia Brasileira de Ciências e ex-pesquisador do Inpe, o fato provavelmente está relacionado a uma onda de calor que afeta o bioma nos últimos dias.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou um alerta de “Grande perigo” nesta terça-feira (10), que aponta risco para mais de 20 cidades do Mato Grosso, regiões do Cerrado. Há chance de a temperatura ficar pelo menos 5ºC acima da média nos próximos 5 dias.

“O que está acontecendo são dois fatores: o Cerrado está passando por uma rara onda de calor. É raríssimo este tipo de alerta [do Inmet]. Quando você tem este tipo de temperatura e uma baixíssima umidade, a situação do Cerrado fica muito inflamável” – Carlos Nobre, climatologista
De acordo com o pesquisador, há uma dinâmica no Cerrado. O bioma é adaptado ao fogo, mas não quando ele é aplicado em tamanha proporção pelos humanos. Existem árvores resistentes, mas não tão fortes a ponto de viver em um cenário tomado pelas queimadas.

“O Cerrado tem aquelas árvores com a casca resistente ao fogo. Tem 60% a 70% de cobertura de árvores, e 30% a 40% de cobertura de gramíneas, e, quando chega, o fogo atinge só as gramíneas, que depois crescem de novo. O Cerrado evoluiu milhões de anos. Mas hoje colocamos fogo demais e ele ainda não está preparado”.

Chuva
Assim como Nobre, Alberto Setzer, pesquisador do Programa Queimadas, diz que o fogo no Cerrado, e também na Amazônia, é de causa humana – intencional ou acidental. Ele explica que a única causa natural de fogo são os raios, fenômeno que ocorre durante a temporada de chuva no bioma. Não é o caso do Cerrado no momento.

Em uma análise dos dados do Inpe no início de setembro, constatou-se que ocorreu chuva em apenas em 176 dos 7.304 focos detectados pelo Aqua. O risco de fogo, previsto pelo instituto, era considerado crítico em 4.259 pontos de calor encontrados pelo satélite.

Os pesquisadores apontam que o calor e o tempo seco ajudam a “espalhar” o fogo, mas não a “criar” novos focos. O G1 mostrou em outra reportagem que a Amazônia apresentou neste ano os mais altos índices de chuva e de queimadas dos últimos quatro anos.

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