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Diagnóstico grave: 36,9% dos goianos saem das escolas sem saber o básico

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Os números são assustadores: 36,9% dos estudantes goianos das escolas públicas saem do ensino médio sem saber o básico.  Ou seja, “básico” significa mínimo. Praticamente não sabem nada do que foi ensinado. É um dado gravíssimo que desmonta toda a máquina de propaganda em volta da educação goiana.

No Entorno do Distrito Federal, a situação é mais complicada: em Águas Lindas, por exemplo, 51,9% dos alunos deixam o terceiro ano do ensino médio sem saber o básico de matemática.

E detalhe: existem estudos sobre violência que mostram como a educação ruim na região ampliam os casos de criminalidade.  Mas isto é outra história.

Outros dados sobre a educação goiana: em 2018, apenas 25, 3% dos estudantes de terceiro ano saíram do ensino médio, com proficiência em matemática.

A situação parece melhorar um pouco em português: 45% dos estudantes apresentam proficiência.

Estes números são originados do Sistema de Avaliação Educacional do Estado de Goiás (Saego), que aponta Goiás como estado em nível crítico no segmento de educação.

O jornal “O Popular” desta segunda-feira, 15, trouxe reportagem ampla sobre os dados e entrevista com a atual secretária de Educação, Fátima Gavioli, e a anterior, Raquel Teixeira.

Questionada por qual motivo a educação em Goiás piorou no último ano (na verdade, tem sido ruim desde 2011), segundo os números do Saeb, a professora Raquel Teixeira disse que não ficou o ano todo na secretaria e que as mudanças constantes de secretários  (depois dela, Marcos das Neves e Flávio Peixoto foram os gestores) podem ter influenciado. “Teve um período de muita mudança, mais tumultuado, lógico que acaba interferindo”, diz Teixeira, numa tentativa de entender o que motiva este caos na educação dos jovens.

O fato é grave, pois o Estado deixou de investir e acompanhar os estudantes, principalmente no  Entorno, onde faltam escolas.

O grande desafio do atual governador, o médico Ronaldo Caiado, é dar um choque de realismo: mostrar os números, escancarar a realidade e fazer com que Goiás saia da faixa estacionária em que se atracou. É preciso jogar bem longe esta âncora.

“Nunca tivemos uma queda tão grande em Goiás”, diz a atual secretária, assustada com o cenário que herdou, para o repórter de “O Popular”.

Ao conversar com especialistas, eles justificam: Goiás precisa ter mais hora/aula, maior acompanhamento dos índices dos estudantes (talvez por semestre) e mais professores e turmas menores. Seria o começo. E claro: menos gestores preocupados com política.

A professora Raquel Teixeira, por exemplo, é hoje mais lembrada como política (foi candidata à vice-governadora) do que como professora.   Antes foi deputada federal.

Não custa nada lembrar de uma reportagem na  revista “Veja“, em 2016, em que Raquel Teixeira aparece toda feliz dando nome a uma escola estadual goiana de “Roberto Civita”, editor de “Veja”, que nada tem em comum com a educação de Goiás.  Puro marketing.

A preocupação com marketing, com estratégias de comunicação, política e menos com educação  resultou nisso que hoje é divulgado pela imprensa.

 

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