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Goiânia deve ser única capital a receber projeto-piloto de Moro para segurança pública

Para o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, a inclusão de Goiânia entre as cinco cidades onde o projeto-piloto será implantado se justifica pelo número de moradores da capital, Goiânia, embora haja outras regiões mais violentas em Goiás.

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Goiânia foi contemplada pelo governo federal, que vai implementar, em breve, um projeto-piloto interministerial para tentar reduzir os índices de criminalidade no país. A ideia é firmar convênios com estados e municípios para, juntos, atuar nas cidades com altos índices de crimes violentos, desenvolvendo ações de segurança pública e de promoção social.

“Vamos selecionar cinco municípios para um projeto- piloto”, explicou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, ao anunciar, nesta terça-feira (26), em Brasília, que o programa desenvolvido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) está prestes a ser colocado em prática.

Durante conversa com jornalistas, Moro não revelou os nomes das cinco primeiras cidades escolhidas, mas, na sequência da reunião com os ministros da Cidadania, Osmar Terra; do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, e da Educação, Ricardo Vélez, ele recebeu os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado, e do Paraná, Ratinho Júnior.

Cinco municípios escolhidos
Para a imprensa, os dois governadores anunciaram que Goiânia e São José dos Pinhais (PR) estão entre os cinco municípios escolhidos.

Segundo Moro, os detalhes do projeto serão anunciados em breve. A expectativa é que as primeiras medidas sejam implantadas no segundo semestre deste ano.

“Primeiro faremos uma ação concertada [conjunta] das forças de segurança pública federais, estaduais e municipais para uma redução drástica da criminalidade. Concomitantemente, serão realizadas ações de políticas sociais, urbanísticas, de cidadania, educação, saúde, direitos humanos e desenvolvimento regional”, explicou Moro, destacando a importância do governo federal assumir mais responsabilidades no controle da criminalidade.

De acordo com o ministro, a iniciativa difere e complementa o projeto de lei anticrime que o governo federal enviou ao Congresso Nacional para tentar reduzir os índices de homicídios e a corrupção.

“O PL [tem] medidas legislativas que visam a uma mudança geral [em várias leis] e a um tratamento mais rigoroso contra a criminalidade violenta, organizada e contra o crime de corrupção. Aqui, estamos falando de ações executivas [realizadas pelos governos federal, estaduais e municipais]”, disse o ministro da Justiça e Segurança Pública.

Repressão policial
Os ministros da Cidadania, Osmar Terra; do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, e da Educação, Ricardo Vélez, destacaram a importância de ações conjuntas no enfrentamento à criminalidade. Para Vélez, a repressão policial, sozinha, não consegue modificar a realidade e assegurar a manutenção de eventuais resultados positivos obtidos exclusivamente com o policiamento ostensivo.

“O fator educacional é importantíssimo. Não basta repressão. É necessário que haja ação social, dentro da qual a educação é fundamental para reduzir os índices de violência”, disse Vélez, citando os bons resultados alcançados por seu país de origem, a Colômbia, e por algumas localidades brasileiras que integraram as ações de diversos setores.

Para Osmar Terra, a iniciativa em estudo e o projeto de lei anticrimes encaminhado ao Congresso fazem parte de um esforço do governo federal para assumir mais responsabilidade na segurança pública.

O ministro da Cidadania, Osmar Terra, durante reunião para discutir o Projeto de Redução da Criminalidade
Ministro da Cidadania, Osmar Terra: “Não vamos reduzir a violência só com repressão”
“O governo está propondo uma política integrada, envolvendo várias áreas. Não vamos reduzir a violência só com repressão. Haverá o tratamento das pessoas com dependência química, a prevenção a problemas de saúde mental, mediação de conflito, ações de cidadania e geração de emprego e renda, principalmente para os jovens das comunidades mais afetadas pela violência”, comentou o ministro.

Localidades prioritárias
Já o ministro do Desenvolvimento Regional destacou que a iniciativa pode ajudar ministérios e entes federais a identificarem as localidades prioritárias para o investimento de recursos públicos.

“Estamos em Brasília, mas [atuando] com foco no Brasil todo. O Ministério do Desenvolvimento Regional dará todo o apoio às questões de saneamento, urbanização, abastecimento de água, iluminação pública e no que mais for necessário com foco na redução do crime violento. É, inclusive, um critério de escolha da alocação de recursos. Sabemos das restrições orçamentárias. São programas como este que vão definir onde investiremos os recursos que temos”, disse Canuto.

Para o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, a inclusão de Goiânia entre as cinco cidades onde o projeto-piloto será implantado se justifica pelo número de moradores da capital, Goiânia, embora haja outras regiões mais violentas em Goiás.

“Quando avaliamos os indicadores cidade por cidade, há, no Entorno de Brasília, cidades goianas que estão entre as cinco mais violentas do país. Já Goiânia, quando somamos [as ocorrências] de todas as cidades da região metropolitana, tem um significado maior por causa da projeção que tem, mesmo que os índices [de criminalidade] tenham caído bastante”, afirmou Caiado, revelando que sugeriu à equipe da Senasp que, após 60 dias da implementação do projeto-piloto na capital, a experiência seja transferida para o Entorno de Brasília.

Ao confirmar a seleção de São José dos Pinhais, o governador do Paraná, Ratinho Júnior, disse que o projeto deve ser colocado em prática entre junho e julho.

“Estamos nos organizando. São José dos Pinhais foi escolhida por ser uma das cidades paranaenses onde os índices de violência mais cresceram nos últimos 20 anos”, finalizou o governador.

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Projeto Secretário na Escola fecha primeiro semestre com nove edições

Iniciativa da secretaria municipal de Educação e Esporte visa aproximação com comunidade escolar

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Com a finalidade de desburocratizar serviços, a Prefeitura de Goiânia, por meio da secretaria municipal de Educação e Esporte (SME) realiza, ao longo do ano, o projeto Secretário na Escola, no qual a administração da pasta se desloca para instituições de ensino para ouvir demandas e resolver questões pertinentes a comunidade escolar diretamente com a população. No primeiro semestre de 2019, a secretaria realizou nove edições do programa, em escolas e centros municipais de Educação Infantil (Cmei) de diversas regiões da cidade.

Nos dias de projeto, o secretário de Educação e Esporte, professor Marcelo Costa, superintendentes, diretores e gerentes vão até uma unidade escolar escolhida para atender a diretores, professores, alunos e pais com demandas específicas da instituição. O projeto contempla atendimentos nas áreas de alimentação educacional, acompanhamento pedagógico, consultoria em esporte, gestão de pessoas, acompanhamento da rede física e consultoria para prestação de contas. Além disso, diretoras de escolas e Cmeis da região também são convidadas para despachar pessoalmente suas questões com o corpo diretivo da SME.

A primeira edição de 2019 foi na escola municipal Coronel José Viana Alves, localizada no setor Cândida de Morais. Na ocasião, o projeto realizou nove atendimentos com a comunidade escolar. Durante o semestre, o Secretário na Escola fez cerca de 80 atendimentos, entre demandas pessoais e institucionais. Uma das unidades contempladas foi a escola municipal de tempo integral Dona Belinha, na Vila Isaura, e a diretora Klícia Rayanne destacou que “esse contato é essencial, não temos tempo para sentar e dialogar na SME. Essas trocas são feitas justamente quando ele vem à escola”.

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Iris aposta em parcerias público-privadas para requalificar novos espaços em Goiânia

Revitalização da praça do cruzamento das ruas T-55 com T-30, no setor Bueno, será entregue nos próximos dias. Local passa por série de mudanças para atender aos conceitos de sustentabilidade e mobilidade

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O prefeito Iris Rezende avança na consolidação de parcerias público-privadas (PPPs) para requalificar espaços em Goiânia. A revitalização da praça do cruzamento das ruas T-55 com T-30, no setor Bueno está na reta final. A expectativa é de que a entrega aconteça nos próximos dias. O local passa por série de mudanças para atender aos conceitos de sustentabilidade e mobilidade.

O destaque dessa requalificação é um pergolado construído no centro da praça. O elemento tem uma base de concreto com a cobertura de madeira para compor com os dois flamboyants existentes no local. Nesta semana, os servidores da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) trabalham montagem da cobertura de madeira e na instalação dos bancos.

De acordo com o engenheiro da Companhia, Rafael Pacheco, a praça recebe bancos de madeira nos formatos de prancha e bloco fabricados pelos servidores do órgão. As madeiras são reaproveitadas da poda e extirpação de árvores do município e para sustentar os mesmos, sucatas de pontas de eixo dos caminhões da Comurg foram reutilizadas como pés. “A medida propõe reduzir os custos da obra e reaproveita o que seria descartado”, afirma.

O trabalho segue em ritmo intenso. Enquanto uma equipe realiza aplicação dos materiais, outra trabalha na produção do mobiliário urbano e outras fazem o plantio, pintura e limpeza. O projeto de ajardinamento incluiu o plantio de seis palmeiras e plantas ornamentais. Forração morta com o uso de cascas de madeiras, pedras e outros elementos também está inclusa no projeto. Para realçar este trabalho, a companhia vai instalar uma iluminação com refletores nas cores verde e âmbar nas palmeiras e nos flamboyants. Já o pergolado receberá uma arandela especial.

De acordo com o presidente do órgão, Aristóteles de Paula, o projeto ainda inclui um calçamento de concreto que será aliado ao piso drenante. A proposta é deixar o espaço mais bonito e confortável, bem como contribuir com escoamento da água para o solo. As novas calçadas também terão piso tátil.  Bancos de madeiras e lixeiras também fixados no local.

A praça possui 560 m2 e surgiu como uma rotatória na construção do Setor Bueno, nos anos de 1960. Os trabalhos são executados pelos servidores da Comurg e as empresas parceiras disponibilizam parte dos materiais. A previsão é concluir a obra nos próximos 15 dias.

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