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Estado

Mais votado da lista tríplice, Benedito Torres deve ser preterido por Caiado na escolha do próximo Procurador-Geral do Ministério Público goiano

Atual PGJ, Torres teve 266 votos na eleição que formou a lista tríplice a ser apresentada ao Governador de Goiás. Legalmente, o chefe do executivo não está obrigado a nomear o mais votado para o cargo. Última vez que a lista não foi respeitada foi em 2005, quando o indicado foi Saulo de Castro, o 2º colocado na eleição interna

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Foto: Cristiano Borges

O jornal Goyaz ouviu interlocutores do Palácio das Esmeraldas e apurou que o Governador Ronaldo Caiado não deve optar pelo mais votado na eleição interna do MP-GO que formou a lista tríplice com os nomes que poderão ser indicados ao cargo de Procurador-Geral de Justiça de Goiás para o biênio 2019/2020.

Com 266 votos, o atual PGJ, Benedito Torres, foi o mais votado entre os concorrentes ao cargo. A eleição aconteceu no último dia 8 de fevereiro e a lista tríplice trouxe, além de Torres, os nomes do promotor de justiça Carlos Alberto Fonseca, que teve 212 votos e  do procurador Aylton Flávio Vechi, que obteve 142 sufrágios de seus pares.

Constitucionalmente, cabe ao Governador do Estado nomear, entre os três indicados em lista tríplice, o Procurador-Geral de Justiça, não estando, no entanto, obrigado a obedecer a ordem de classificação na votação interna. Embora seja natural a indicação do mais votado, isso não é uma regra e em Goiás por três vezes, desde 1988, o indicado não foi o mais votado da lista.

O último caso aconteceu em 2005, quando o então governador Marconi Perillo indicou Saulo de Castro Bezerra, o 2º colocado da lista tríplice. O próprio Benedito Torres teria apoiado a indicação do seu irmão, Demóstenes Torres, para o cargo, quando ele teria sido eleito o 2º mais votado da lista tríplice levada à apreciação do então Governador Maguito Vilela em 1995.

Agora, temendo a resistência do governador Ronaldo Caiado ao seu nome, Benedito Torres já teria acionado a Associação Goiana do Ministério Público (AGMP) e o Conselho Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP) para que oficiassem a Caiado defendendo a nomeação do mais votado para o cargo de PGJ.

A fonte ouvida, no entanto, garante que o Governador estaria irredutível e que não há chances de que Benedito Torres seja reconduzido ao cargo de Procurador-Geral de Justiça.

 

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