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Capital

Na Câmara, Fernando Krebs diz que a secretária Fátima Mrue não pode ser crucificada por dificuldades na saúde

De acordo com o promotor de Justiça, do Ministério Público de Goiás, a terceirização dos hospitais públicos do Estado e o fechamanto das portas dessas unidades fizeram triplicar a procura pelos Cais em Goiânia

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Convidado pelo vereador Paulinho Graus a falar durante a audiência da secretária Municipal de Saúde, Fatima Mrué, na Câmara Municipal de Goiânia, o promotor de Justiça Fernando Krebs, titular da 57ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, propôs a criação de um sistema de consulta pública onde a população pudesse acompanhar a sua posição na fila de consultas, de agendamentos de cirurgias e até mesmo de Unidades de Terapia Intensiva.

Sobre as dificuldades enfrentadas pela saúde pública no Estado e, em especial, em Goiânia, Krebs foi taxativo ao afirmar que o grande responsável pelo quadro de superlotação de hospitais e unidades municipais de saúde em Goiânia foi o modelo de gestão equivocado e temerário adotado peo governo de Marconi Perillo em 2012, quando a gestão da saúde estadual foi terceirizada às Organizações Sociais.

“A secretária municipal de saúde não pode ser crucificada, enquanto pessoa física, por todo o mau funcionamento da saúde, onde nós tivemos o sistema terceirizado para as OSs. Embora tenha havido o aumento dos recursos para os hospitais estaduais, os atendimentos nessas unidades caíram substancialmente, ao passo que nos Cais os atendimentos até triplicaram”, ponderou.

Fernando Krebs também lembrou que a suposta omissão do governo de Goiás, como a não implantação dos complexos reguladores nas diversas regiões do Estado e a não construção de hospitais regionais, obriga que a saúde de Goiânia atenda os munícipes de outras cidades de Goiás e até mesmo de outros Estados, já que a Capital é o único destino disponível para os pacientes desassistidos em suas cidades. “Custear a saúde em Goiânia é uma tarefa para Hércules”, afirmou.

O atuante promotor também criticou a decisão do governo estadual de, uma vez terceirizada a gestão dos hospitais públicos, fechar as portas dessas unidades de saúde para o atendimento de urgência e emergência, obrigando os Cais a suportarem toda a demanda da população goiana. “Os Cais não conseguem atender todo mundo e o resultado é esse tipo de tragédia”, disse, se referindo à morte do garoto Diogo Soares Carmo, de cinco anos, que morreu no atendimento do Hospital Materno Infantil, depois de ter sido atendido uma semana antes no Cais de Campinas.

Ao encerrar a sua fala, Fernando Krebs disse que o grande responsável pelos problemas na saúde pública de Goiânia e de Goiás não estaria mais morando no Estado. “O grande culpado pelo caos na saúde de Goiás não está sequer no nosso Estado. Está foragido em outro estado brasileiro”, bradou.

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