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Pente fino do Leão notifica 1,3 milhão de aposentados com indícios de irregularidades

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Um servidor estadual do Rio de Janeiro com aposentadoria mensal de R$ 13 mil recebia, desde 2008, o BPC (Benefício de Prestação Continuada), benefício destinado a idosos e deficientes pobres. O caso foi um dos detectados pelo pente-fino do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), segundo o instituto.

A revisão dos benefícios, o chamado pente-fino, busca combater fraudes ao sistema. De acordo com o balanço mais recente divulgado pelo INSS, foram cortados cerca de 170 mil benefícios irregulares em todo o país no primeiro semestre.

“A economia mensal estimada com a cessação desses benefícios é de R$ 177 milhões mensais e, em um ano, alcançará R$ 2,1 bilhões”, informou o instituto.

Segundo o INSS, 1,3 milhão de pessoas com indícios de irregularidades ou inconsistências foram notificados ao longo dos seis primeiros meses do ano. “Esses casos ainda estão em fase de instrução, com a possibilidade de defesa dos beneficiários notificados”, informou o órgão.

Os casos mais comuns de irregularidades são de pagamento depois da morte do beneficiário, acúmulo indevido de benefícios e a obtenção de benefícios de forma criminosa, com a apresentação de documentos falsos ao INSS.

Como funciona o pente-fino?

O mutirão de revisões está previsto para durar até 2020, podendo ser prorrogado até 2022. Se houver algum indício de irregularidade, o trabalhador ou aposentado será notificado e terá 30 dias para apresentar sua defesa, com os documentos adicionais ou de suporte solicitados. Para o trabalhador rural, o agricultor familiar e o segurado especial, esse prazo é de 60 dias.

A apresentação dessa documentação pode ser feita pelo sistema do Meu INSS, no qual o usuário tem de estar cadastrado, ou em uma agência da Previdência Social.

Onde checar se foi convocado?
As pessoas selecionadas pelo pente-fino são notificadas, segundo o governo, pela rede bancária e, caso necessário, por meio de carta no endereço cadastrado no INSS. Por isso, é importante manter o endereço atualizado.

No caso da rede bancária, a convocação é informada no extrato do benefício, emitido quando o segurado vai ao caixa sacar o pagamento.

O que leva à perda do benefício?
Não enviar a documentação exigida dentro do prazo de defesa ou ter os documentos enviados considerados insuficientes ou improcedentes.

Como evitar a perda do benefício?
O primeiro passo para evitar a suspensão do benefício é ter sempre os dados cadastrais atualizados no INSS, como o endereço, para não correr o risco de ser notificado e não ver essa notificação. Os dados pessoais podem ser checados e atualizados por meio do Meu INSS.

O INSS pode considerar o segurado convocado para a revisão mesmo que ele não veja a notificação, e vai suspender o benefício caso a pessoa não responda à convocação dentro do prazo.

Se perder, tem prazo para recorrer
Se tiver o benefício suspenso, o segurado pode recorrer da decisão, o que pode ser feito digitalmente, pela conta do Meu INSS, ou em agência da própria Previdência Social. O recurso deve ser aberto dentro de 30 dias contados a partir da notificação de perda do benefício pelo INSS

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Revelada lista de beneficiários de empréstimos do BNDES para compra de jatinhos. Confira

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O Antagonista, site de notícias e opiniões, revelou a lista de beneficiários de empréstimos do BNDES para a compra de jatinhos da Embraer engloba banqueiros, empresários, advogados e artistas.Entre 2009 e 2014, o banco liberou R$ 1,9 bilhão para 134 operações de crédito a juros subsidiados, que variaram de 2,5% a 8,7% ao ano.

A área técnica do BNDES calcula em R$ 700 milhões o prejuízo com o programa. destaque para Rubens Menin, da MRV Engenharia, e Flávio Rocha, da Riachuelo.

Menin, que se prepara para lançar a CNN Brasil, é conhecido apoiador do PR. Rocha, por outro lado, defendeu a candidatura de Jair Bolsonaro.

Também está na relação do BNDES o empresário Mario Celso Lopes, ex-sócio dos irmãos Joesley e Wesley Batista, que também se aproveitaram da política adotada pelos governos Lula e Dilma.

MCL, como é conhecido, foi alvo da Operação Greenfield, que investiga o financiamento do BNDES à Eldorado Celulose. Entre 2010 e 2012, ele adquiriu duas aeronaves da Embraer a juros subsidiados.

Outro beneficiário foi o empresário Artur Figueiredo, diretor de fundos da corretora Planner, também investigada na Greenfield.

Aproveitaram o programa do BNDES o advogado Pedro H. Xavier, que defendeu o ex-diretor da Galvão Engenharia Erton Medeiros, e o doleiro Carlos Habib Chater, parceiro de Alberto Youssef e dono do Posto da Torre, marco zero da Lava Jato.

O BNDES financiou ainda os jatinhos de Wilson Quintella, da Estre Ambiental, outro preso na Lava Jato, e de Valdir Piran, da Piran Participações, detido na Operação Ararath, que revelou esquema de mensalinho na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Na longa lista de empréstimos para a compra de aeronaves consta também a Confederal Vigilância, do ex-senador Eunício Oliveira.

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EXTRA | Bolsonaro quer mudança histórica com drástica queda de juros para crédito imobiliário

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Caixa fará mudança histórica no crédito imobiliário, diz Bolsonaro

A intenção é reduzir em até 31,5% os juros dos financiamentos imobiliários

O presidente Jair Bolsonaro informou que anunciará na próxima terça-feira (20) mudanças nas regras de concessão de crédito imobiliário.

Em live nas redes sociais, ele disse que a medida preparada pela Caixa Econômica Federal “mudará a vida dos brasileiros” e deve estimular a geração de emprego no país.

“A Caixa vai anunciar uma coisa que mudará a vida dos brasileiros. A gente vai mudar a história do crédito imobiliário”, disse.

A intenção do Palácio do Planalto é anunciar uma redução de até 31,5% dos juros dos financiamentos imobiliários

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