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Primeiro opositor de Caiado, Talles Barreto foi citado na Operação Tarja Preta

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O deputado estadual Talles Barreto (PSDB), herdeiro do marconismo e primeiro a assumir a função de opositor ao governo Ronaldo Caiado (DEM), chegou a ter seu nome envolvido na operação Tarja Preta, deflagrada em 2013. Nela, 12 prefeitos foram detidos após ação do Ministério Público de Goiás (MP-GO) em busca da comprovação da prática de vários crimes.

De acordo com informações da época, conforme apurou o MP-GO, o opositor de Caiado teve seu nome citado 15 vezes pelos integrantes do grupo detido. Mas Talles não foi investigado, nem denunciado.

O escândalo diz respeito a investigação de uma série de vendas fraudadas e superfaturadas de medicamentos e equipamentos hospitalares e odontológicos. Na época, a imprensa trouxe à tona documentos que supostamente apontavam sociedade do deputado opositor com empresas envolvidas nas investigações. Logo após ter seu nome citado, Talles negou qualquer envolvimento dele e de assessores.

Em uma destas citações, na época, o empresário Edilberto César Borges, considerado então chefe do esquema, teria dito que o deputado é seu “parceiro”.

Na ocasião, o MP chegou a apurar se Talles teria intermediado conversas no Palácio das Esmeraldas para os prefeitos envolvidos na denúncia. Talles disse que parte dos envolvidos era, de fato, de sua base política, mas sem qualquer representatividade ou relacionamento ilegal.

Como desdobramento da operação, o MP-GO denunciou para a Justiça de Goiás 59 investigados, tendo 11 prefeitos e um ex suspeitos.

Conforme a denúncia criminal, a organização criminosa reunia seis empresas do ramo de medicamentos sediadas em Goiânia. Juntas, elas loteavam as licitações em todo o estado e comandavam o superfaturamento dos produtos.

 

AGETOP

Barreto tem antagonizado debates com políticos governistas, como José Nelto (Podemos), a respeito da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop). O novo governo propõe que seja modificado o nome da entidade, uma vez que ela se envolveu, por meio de seu gestor mais perene dos últimos anos, Jayme Rincon, em uma série de denúncias de crimes e corrupções.

Aliado partidário de Talles, Rincón se afastou da agência para coordenar a campanha do grupo tucano, mas teve sua prisão decretada pela Justiça na operação Cash Delivery.

Barreto defendeu a Agetop como órgão que “transformou completamente a infraestrutura de Goiás”. José Nelto retrucou o parlamentar e a Agetop com ironia: “Fez dois repasses, que totalizam R$ 11,69 milhões à obra de pavimentação da estrada que passa na fazenda do ex-governador José Eliton, escândalo que marca esse período que o povo goiano precisa e quer superar”.

Em 2015, Talles se envolveu em outro confronto com deputados antagonistas. Major Araújo jogou um tablet no deputado após ocorrer a aprovação de uma lei que aumentava o imposto de reajuste do IPVA, ICMS e impostos sobre heranças – majoração criticada por Araújo.

Seis deputados estaduais ligados à Marconi Perillo e José Eliton foram eleitos em 2018: Talles Barreto, Diego Sorgato, Helio de Sousa, leda Borges, Tião Caroço, Gustavo Sebba.

A reportagem tentou contato com Talles Barreto, mas ainda não obteve retorno.

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