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Capital

Promotor quer ação penal contra blogueiros acusados de integrarem rede de fake news bancada com dinheiro público

Representação foi feita pelo promotor de Justiça Fernando Krebs ao Centro de Apoio Operacional Criminal – CAOCRIM, do Ministério Público de Goiás. O titular da 57ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público alega estar sendo vítima dos crimes de injúria, calúnia e difamação, praticados, segundo ele, por sua condição e atuação enquanto membro do MP goiano

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O promotor de Justiça Fernando Krebs, titular da 57ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, do Ministério Público de Goiás, representou junto ao Centro de Apoio Operacional Criminal – Caocrim, órgão vinculado ao Procurador-Geral de Justiça e que auxilia a atividade funcional dos Membros do Ministério Público com atuação na área criminal, pedindo a imediata abertura de ação penal contra os blogueiros Cristiano Silva e Cleuber Carlos, donos e editores dos blogs Goiás24Horas e Blog do Cleuber Carlos, respectivamente.

Segundo Fernando Krebs, depois que ele, na condição de promotor de justiça e no estrito cumprimento das suas atribuições constitucionais, acionou os blogueiros citados por crime de improbidade administrativa por, supostamente, terem recebido recursos públicos para publicar matérias favoráveis ao ex-governador Marconi Perillo e outras denominadas por ele de fake news e factoides para atacar os adversários do tucano, passou a ser hostilizado nas redes sociais e nos próprios blogs dos representados.

Na representação, Krebs diz que, ao invés de se defenderem em juízo, os denunciados optaram por atacar violentamente a sua honra, ficando claro que isso ocorreu por sua condição de membro do Ministério Público, fato que torna ainda mais grave as atitudes dos blogueiros.

Para o promotor, diante do que foi publicado nas redes sociais e nos referidos blogs, está comprovada a materialidade dos crimes de injúria, calúnia e difamação, o que dispensa a instauração de inquérito policial para apurar o fato, permitindo a imediata propositura da ação penal pública condicionada à representação. Em caso de condenação dos acusados, a pena será aumentada em um terço, já que o crime teria sido cometido contra funcionário público, em razões de sua função.

 

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