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Capital

Ronaldo Caiado diz não temer desgastes e assume ônus da reforma da previdência em Goiás. “O que está em jogo é a nossa sobrevivência”, afirma

Diante do temor dos deputados federais de que a reforma da previdência valendo para estados e municípios possa causar constrangimento e desgaste em suas bases, o governador de Goiás diz que assume o ônus da reforma e pede que seja incluído no texto da PEC dispositivos que permitam os governadores agirem por decreto

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Diante da iminência de que o texto da reforma da previdência possa ser aprovado pela Câmara dos Deputados sem incluir os estados e municípios, o Governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), agindo como um verdadeiro estadista, reivindicou para si o ônus de qualquer desgaste político que a medida possa provocar.

O entendimento que prevalece na Câmara Federal é o de que, aprovando a reforma da previdência para estados e municípios, os deputados estariam assumindo sozinhos um ônus que não seria apenas deles. Os parlamentares temem que as medidas possam causar desgastes políticos nas suas bases.

Diante do impasse, Ronaldo Caiado disse não ver problemas em assumir esse suposto ônus, uma vez que o que está em jogo é a sobrevivência do Estado. “Nós precisamos pedir aos deputados. Precisamos ter humildade, mas nossa situação é de sobrevivência, então que repassem a nós a responsabilidade”, sugere.

Segundo Caiado, é preciso que, caso Estados e municípios não permaneçam no texto, a matéria tenha dispositivos que permitam a governadores e prefeitos tomarem a decisão, por decreto, de seguir as regras determinadas na reforma. “É importante repassar aos governadores a responsabilidade que os deputados federais e estaduais acham que neste momento seria prejudicial a eles”, afirma.

No último ano, diante do déficit previdenciário em Goiás, o governo foi obrigado a aportar R$ 2,5 bilhões para o pagamento de servidores inativos do Estado. O déficit mensal alcança mais de R$ 200 milhões. Entre as medidas mais amargas que devem ser tomadas está a criação de uma contribuição complementar de até 8%, que vigoraria por tempo determinado. Hoje, a alíquota da contribuição previdenciária dos servidores é de 14,25%, uma das mais altas do país.

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