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Estado

Sinopse da política em Goiás

Análise dos fatos políticos. Por Cloves Reges

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De saída

Alegando falta de repasses por parte do Estado, a OS Gerir, que administra o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) e o Hospital de Urgência de Trindade (Hutrin) desde 2012, jogou a toalha e vai deixar a gestão das unidades. Segundo a organização social, a inadimplência chega a R$ 13 milhões. No ano passado, o Estado contabilizou pagamentos na ordem de R$ 184 milhões para a Gerir.

 

Emergencial

Sem tempo para um novo chamamento público, a Secretaria Estadual de Saúde optou por um contrato emergencial para contratar uma nova OS para a gestão do Hugo. Vai assumir a unidade o Instituo Haver. O contrato será temporário por 180 dias. Já o Hutrin estará sob a responsablidade da OS Instituto CEM. As duas empresas foram qualificadas à condição de OS em março último. A pergunta que se impõe: se o Estado não estava pagando a Gerir, conseguirá pagar as novas gestoras?

 

Dificuldades

Além do déficit nas contas públicas e falta de liquidez, Ronaldo Caiado vai assumir envolto em problemas que exigem solução imediata, como é o próprio caso das OSs que administram os hospitais públicos do Estado e a pressão da classe empresarial pela manutenção dos incentivos fiscais. Esse último, aliás, deve ser enfrentando mesmo antes da posse do novo governador. É que, pra valer em 2019, os incentivos devem ser convalidados por lei ainda este ano.

 

Folha de Pagamento

No entanto, o maior dos problemas de Ronaldo Caiado, sem dúvidas, será a obrigação de assumir o pagamento da folha dos servidores de novembro e dezembro. Se de fato sobrar pra ele, serão mais de R$ 2 bilhões que terão que ser desembolsados pelo Governo nos primeiros dias de janeiro do próximo ano. Com o caixa vazio, será praticamente impossível honrar esse compromisso, o que pode, em tese, desgastar Caiado junto ao funcionalismo.

 

Crise no Basileu França

Professores do Centro de Educação Profissional em Artes Basileu França, uma tradicional escola referência em artes localizada no Setor Universitário, em Goiânia, denunciam que três professores da unidade foram demitidos em retaliação ao movimento grevista, deflagrado no último dia 29 de outubro em virtude do atraso no pagamento dos salários e outros direitos trabalhistas.

 

Pressão

Segundo professores e funcionários do Basileu França, os trabalhadores estariam sendo pressionados para encerrarem o movimento grevista, sob pena de terem o mesmo destino dos três colegas. O Centro de Gestão em Educação Continuada (Cegecon), OS que administra a unidade, nega que as demissões tenham sido em retaliação à paralisação e admitem que estão sem receber repasses do Governo de Goiás.

 

 

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