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Brasil

Só resta 0,33% da população nativa no Sul do Brasil

É o que revela um novo modelo da diversidade genética pré-Cabral na região.

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Um grupo de biólogos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) estimou o quão maior era a população nativa no Brasil na região Sul antes da chegada dos portugueses. O modelo criado pelos cientistas partiu da análise do DNA mitocondrial – que é transmitido apenas pela mãe – de dois grupos diferentes de voluntários: um composto de mais de 300 habitantes indígenas atuais da região Sul brasileira e do Uruguai, e o outro, com tamanho similar, da população geral, miscigenada mas sem descendência direta dos nativos.

A ideia era verificar quanto do DNA mitocondrial nos dois grupos foi herdado de mulheres nativas que viveram na região pré-colonização. Para fazer isso, os cientistas analisaram a diversidade genética presente no DNA nativo que perdura nos nossos organismos até hoje. Isso ajuda a dar uma ideia de quantas mulheres precisariam ter vivido naquela época para que seu material genético chegasse até aqui. “Cerca de 30% da população urbana brasileira possui DNA mitocondrial nativo”, conta o geneticista Nelson Fagundes, um dos participantes do estudo.

O DNA nativo encontrado na população em geral, inclusive, era mais variado do que aquele detectado apenas nos grupos indígenas. Faz sentido que a população miscigenada carregue muito DNA mitocondrial nativo – afinal, os colonizadores eram em sua maioria homens europeus, e muitos deles tiveram filhos com mulheres que já habitavam a região quando eles chegaram. “É por isso que o DNA da mitocôndria é tão valioso para estudar a demografia antes da colonização”, completa Fagundes.

Os cálculos dos pesquisadores indicam que, há 500 anos, a variabilidade genética na região Sul era 300 vezes maior que a encontrada nos grupos nativos atuais. De acordo com o cálculo da pesquisa, 99,7% das pessoas que viveram naquela época não deixaram linhas de descendência que sobreviveram até hoje.

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Brasil

Coordenador da operação Lava-Jato na PGR deixa o cargo

José Alfredo de Paula, pediu exoneração do cargo e deixou a função na última sexta-feira, a dois meses do fim da atual gestão

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O coordenador da força-tarefa da Lava-Jato na PGR, José Alfredo de Paula Foto: Valter Campanato / Valter Campanato/Agência Brasil

Em mais um capítulo na sucessão da Procuradoria-Geral da República ( PGR ), o coordenador do grupo de trabalho da Operação Lava-Jato na PGR,José Alfredo de Paula , pediu exoneração do cargo e deixou a função na última sexta-feira, a dois meses do fim da atual gestão da procuradora-geral, Raquel Dodge .

Interlocutores do procurador afirmam que ele estava insatisfeito com o ritmo lento das investigações, emperradas devido ao excesso de centralização do gabinete de Raquel Dodge, e com a tentativa de recondução fora da lista tríplice.
ATRITOS

Procuradores reclamam que a PGR tem sido lenta, na atual gestão, no andamento das investigações de autoridades com foro. A queda na assinatura de acordos de delação premiada também ocorreu. De janeiro até 31 de maio deste ano, segundo o gabinete do ministro Edson Fachin, do STF, a PGR instaurou apenas três inquéritos no âmbito da Lava-Jato.

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Brasil

A Terra é plana para cerca de 11 milhões de brasileiros, aponta pesquisa do Datafolha

Pesquisa entrevistou 2.086 pessoas (de 16 anos ou mais) em 103 cidades do País.

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De acordo com uma pesquisa do Instituto Datafolha realizada entre os dias 4 e 5 de julho, 7% dos brasileiros (cerca de 11 milhões de pessoas) acreditam que a Terra é plana.

A pesquisa entrevistou 2.086 pessoas (de 16 anos ou mais) em 103 cidades do País. Entre elas, 90% afirmaram que a Terra é redonda. Ou seja, o número de pessoas que apoiam o fato científico do planeta ser uma esfera ainda é grande, mas o número de terraplanistas vem crescendo. Principalmente entre os mais jovens, menos escolarizados e cristãos.

O levantamento aponta que a ideia do terraplanismo é apoiada por 7% dos brasileiros com menos de 25 anos. A porcentagem cai para 4% na faixa etária entre 35 e 44 anos.

Outro fator importante é a escolaridade. Segundo a pesquisa, das pessoas que acreditam que a Terra é plana, 10% possui apenas o ensino fundamental, 6% concluíram o ensino médio, e 3% o ensino superior.

No que diz respeito a religião, os cristãos são maioria entre os terraplanistas. A pesquisa apontou católicos e evangélicos representam 8% e 7%, respectivamente, dos brasileiros que acreditam na Terra plana. Entrevistados de outras crenças mostraram números diferentes. Como os adeptos de religiões afro-brasileiras como candomblé e umbanda, por exemplo. Deles, 0% se disseram terraplanistas.

A margem de erro máxima da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.

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