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Mundo

Um ano do movimento #MeToo: O que mudou e ainda precisa mudar?

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Em 5 de outubro de 2017 o jornal norte-americano The New York Timescomeçava a publicar as primeiras alegações de assédio sexual contra Harvey Weinstein, relatadas por ex-colegas de trabalho do produtor de Hollywood, desde assistentes de produção até atrizes.

O artigo de Jodi Kantor foi o elemento catalisador necessário para o mundo começar a falar mais abertamente sobre estupro, assédio sexual e violência sexual no mundo do entretenimento — mas não só. Em questão de semanas o movimento “#MeToo”, criado originalmente em 2009 pela ativista americana Tarana Burke, encontrou respaldo mundial. Milhões de mulheres passaram a usar a hashtag para compartilhar suas experiências nas redes sociais, e milhões de outras pessoas começaram a ouvi-las.

Com o movimento “Time’s Up”, as principais estrelas de Hollywood lideraram o chamado por uma transformação cultural. Em pouco tempo a discriminação sexual arraigada havia décadas começou a ser desafiada em quase todos os setores, desde a política e a mídia até o setor varejista, o de hospitalidade e as empresas mais capitalizadas do mundo.

Para as mulheres que iniciaram esse movimento tanto famosas quanto anônimas – as sobreviventes de violência sexual, as ativistas e as terapeutas e assessoras que nos ajudaram a passar por estes últimos 12 meses –, a impressão é que embora pareça que muita coisa tenha mudado, ao mesmo tempo nada mudou.

Recentemente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, zombou de Dra. Christine Blasey Ford pelo depoimento que ela prestou diante do Senado acusando o juiz Brett Kavanaugh de tê-la agredido sexualmente aos 15 anos de idade.

Para Sophie Adams, de 21 anos, que é foi violentada na adolescência, os últimos 12 meses não foram só de mulheres ganhando espaço para falarem sobre os abusos que sofreram no passado, mas também de outras pessoas apresentando defesas enérgicas dos homens que cometeram as agressões.

“Estou com muita raiva, muita…

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Humanidade já esgotou recursos do planeta para este ano, diz ONG

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16.jul.1969 – Vista da Terra a partir do espaço, fotografada pela nave Apollo 11 quando viajava em direção à lua
A humanidade viverá no crédito a partir desta segunda-feira (29), pois já consumiu todos os recursos naturais (água, terra, ar limpo…) que o planeta oferece, segundo um cálculo realizado pela organização Global Footprint Network.

O chamado Dia da Sobrecarga, calculado desde 1986, chegou dois meses antes de 20 anos atrás e a cada ano se antecipa no calendário. Em 1993, ocorreu em 21 de outubro; em 2003, em 22 de setembro; e em 2017, 2 de agosto.

“O fato de que o dia da sobrecarga da Terra seja 29 de julho significa que a humanidade utiliza atualmente os recursos ecológicos 1,75 vez mais rápido” que a capacidade de regeneração dos ecossistemas, destaca a ONG em um comunicado.

“Gastamos o capital natural do nosso planeta, reduzindo ao mesmo tempo sua capacidade futura de regeneração”, adverte também a organização.

“O custo desta sobrecarga econômica mundial está se tornando cada vez mais evidente com o desmatamento, a erosão dos solos, a perda da biodiversidade e o aumento do dióxido de carbono na atmosfera. Isto leva à mudança climática e a fenômenos climáticos extremos mais frequentes”, explica a organização, com sede na Califórnia.

Os modos de consumo apresentam enormes diferenças entre os países. “O Catar alcançou seu dia de sobrecarga depois de 42 dias, enquanto a Indonésia consumiu todos os recursos para o ano inteiro depois de 342”, destaca WWF, associada à Global Footprint Network.

“Se todo mundo vivesse como os franceses, precisariam de 2,7 planetas”, e se todo mundo adotasse o modo de consumo dos americanos, seriam necessárias cinco Terras.

Segundo a WWF, “diminuindo as emissões de CO2 em 50%, poderíamos ganhar 93 dias ao ano, isto é, atrasar no dia da sobrecarga da Terra até outubro”.

A pegada ecológica de cada indivíduo pode ser calculada em http://www.footprintcalculator.org

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Mundo

Suprema Corte aprova verba para construção do muro de fronteira de Trump

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Presidente chamou a decisão, anunciada nesta sexta-feira (26), de ‘grande vitória

Bandeiras americanas em um muro privado na fronteira entre Estados Unidos e México em Ciudad Juárez. —

A Suprema Corte dos EUA permitiu, nesta sexta-feira (26), que o governo Trump gaste US$ 2,5 milhões (R$ 9,4 milhões) na construção de um muro na fronteira com o México, informou a agência de notícias Reuters. A verba havia sido aprovada pelo Congresso americano para o Pentágono.

O tribunal, de maioria conservadora, derrubou a decisão de um juiz federal na Califórnia que impedia Trump de gastar o dinheiro. A justificativa do impedimento era de que o Congresso americano não havia autorizado, especificamente, que a verba fosse gasta no muro.

“Uau! Grande vitória no muro. A Suprema Corte derruba a liminar de uma corte inferior, permite que o muro da fronteira sul prossiga. Grande vitória para a segurança das fronteiras e o Estado de Direito!”, escreveu Trump, no Twitter, alguns minutos após o anúncio da decisão.

Uma breve explicação da decisão do tribunal disse que o governo “fez uma demonstração suficiente” de que os grupos que contestaram a decisão não tinham motivos para entrar com uma ação judicial.

Trump havia recorrido da decisão de bloquear o uso da verba em junho.

Impasse
O presidente alega que a construção do muro ao longo da fronteira entre os EUA e o México é necessária para impedir a entrada de imigrantes ilegais e de drogas.

Em fevereiro, o Congresso havia aprovado US$ 1,375 bilhão para a construção do muro – longe dos US$ 5,7 bilhões exigidos por Trump. O impasse levou a uma paralisação de 35 dias do governo federal americano.

O governo, então, declarou emergência nacional para redirecionar cerca de US$ 6,7 bilhões (R$ 25,3 biilhões) em fundos que o Congresso havia destinado a outros propósitos para a construção do muro. Essa verba incluía os US$ 2,5 bilhões da decisão desta sexta (26), diz a Reuters.

Somada ao US$ 1,375 bilhão destinados pelo Congresso, a verba redirecionda, de US$ 6,7 bilhões, serviria para a construção de aproximadamente 376 quilômetros de muro, diz a Deutsche Welle.

O uso dos US$ 6,7 bilhões também foi suspenso, em maio, por decisão de um tribunal federal.

DONALD TRUMP

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MÉXICO
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