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VÍDEO | Presidente da Assembleia Nacional da Venezuela é detido por agentes de inteligência venezuelana em rodovia de Caracas

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O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, o oposicionista Juan Guaidó, foi detido por agentes do serviço de inteligência venezuelana neste domingo (13) e, segundo sua mulher e parlamentares de seu partido, liberado alguns minutos depois. A ação ocorreu numa rodovia que sai da capital Caracas em direção a La Guaira.

Instantes após a notícia da detenção, deputados e líderes do Voluntad Popular (VP), partido em que Guaidó atua, informaram à agência espanhola EFE que o parlamentar havia sido libertado e que enviou uma mensagem às pessoas que esperavam por ele em Vargas, onde faria um comício, para que não saíssem do local.

“Já estou no meu berço, no meu estado Vargas. O regime tentou me impedir, mas nada e ninguém vai nos impedir. Aqui continuamos em frente pela nossa Venezuela”, dizia um post do deputado depois da liberação.

O ministro de Comunicação e Informação, Jorge Rodríguez, confirmou que um grupo de funcionários manteve detido o deputado em uma ação “irregular e unilateral”.

Falando à TV oficial chavista VTV, o ministro disse que esses funcionários que se prestaram ao que chamou de “show da mídia” — principalmente da imprensa americana e colombiana — serão demitidos e submetidos aos mais rigorosos processos disciplinares.

A conta de Twitter oficial da Assembleia Nacional, de maioria oposicionista, postou um vídeo que seria da ação na rodovia onde Guaidó foi detido:

Pediu a saída de Maduro

Na sexta-feira, Guaidó disse num evento público em Caracas que estava disposto a assumir a presidência venezuelana depois que a oposição declarou o segundo mandato do presidente Nicolás Maduro como ilegítimo.

“A Constituição me dá legitimidade para exercer o cargo da Presidência da República, para convocar eleições, mas preciso do apoio dos cidadãos para tornar isso uma realidade”, disse o deputado a algumas centenas de pessoas que se concentraram no leste de Caracas para denunciar a “ilegitimidade” de Maduro.
Na quinta-feira (10), Maduro prestou juramento para seu segundo mandato na presidência em cerimônia no Tribunal Supremo de Justiça do país. Isso porque a Assembleia Nacional, dominada pela oposição, não reconhece a legitimidade do novo período do chavista no poder, que deve durar até 2025.

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, Luís Almagro, crítico contundente do regime de Maduro, se manifestou denunciando o “sequestro” de Guaidó.

“A comunidade internacional deve deter os crimes de Maduro e seus asseclas”, escreveu.

O Grupo de Lima, formado por 13 países americanos, entre eles Brasil, Argentina, Canadá, Chile e Colômbia, para pressionar Maduro, declarou “forte rechaço” a qualquer ação que “afete a integridade física dos membros da Assembleia Nacional da Venezuela, suas famílias e colaboradores, e a qualquer pressão ou coerção que impeçam o exercício pleno e normal de suas competências como órgão constitucional e legitimamente eleito na Venezuela”.

 

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Humanidade já esgotou recursos do planeta para este ano, diz ONG

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16.jul.1969 – Vista da Terra a partir do espaço, fotografada pela nave Apollo 11 quando viajava em direção à lua
A humanidade viverá no crédito a partir desta segunda-feira (29), pois já consumiu todos os recursos naturais (água, terra, ar limpo…) que o planeta oferece, segundo um cálculo realizado pela organização Global Footprint Network.

O chamado Dia da Sobrecarga, calculado desde 1986, chegou dois meses antes de 20 anos atrás e a cada ano se antecipa no calendário. Em 1993, ocorreu em 21 de outubro; em 2003, em 22 de setembro; e em 2017, 2 de agosto.

“O fato de que o dia da sobrecarga da Terra seja 29 de julho significa que a humanidade utiliza atualmente os recursos ecológicos 1,75 vez mais rápido” que a capacidade de regeneração dos ecossistemas, destaca a ONG em um comunicado.

“Gastamos o capital natural do nosso planeta, reduzindo ao mesmo tempo sua capacidade futura de regeneração”, adverte também a organização.

“O custo desta sobrecarga econômica mundial está se tornando cada vez mais evidente com o desmatamento, a erosão dos solos, a perda da biodiversidade e o aumento do dióxido de carbono na atmosfera. Isto leva à mudança climática e a fenômenos climáticos extremos mais frequentes”, explica a organização, com sede na Califórnia.

Os modos de consumo apresentam enormes diferenças entre os países. “O Catar alcançou seu dia de sobrecarga depois de 42 dias, enquanto a Indonésia consumiu todos os recursos para o ano inteiro depois de 342”, destaca WWF, associada à Global Footprint Network.

“Se todo mundo vivesse como os franceses, precisariam de 2,7 planetas”, e se todo mundo adotasse o modo de consumo dos americanos, seriam necessárias cinco Terras.

Segundo a WWF, “diminuindo as emissões de CO2 em 50%, poderíamos ganhar 93 dias ao ano, isto é, atrasar no dia da sobrecarga da Terra até outubro”.

A pegada ecológica de cada indivíduo pode ser calculada em http://www.footprintcalculator.org

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Mundo

Suprema Corte aprova verba para construção do muro de fronteira de Trump

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Presidente chamou a decisão, anunciada nesta sexta-feira (26), de ‘grande vitória

Bandeiras americanas em um muro privado na fronteira entre Estados Unidos e México em Ciudad Juárez. —

A Suprema Corte dos EUA permitiu, nesta sexta-feira (26), que o governo Trump gaste US$ 2,5 milhões (R$ 9,4 milhões) na construção de um muro na fronteira com o México, informou a agência de notícias Reuters. A verba havia sido aprovada pelo Congresso americano para o Pentágono.

O tribunal, de maioria conservadora, derrubou a decisão de um juiz federal na Califórnia que impedia Trump de gastar o dinheiro. A justificativa do impedimento era de que o Congresso americano não havia autorizado, especificamente, que a verba fosse gasta no muro.

“Uau! Grande vitória no muro. A Suprema Corte derruba a liminar de uma corte inferior, permite que o muro da fronteira sul prossiga. Grande vitória para a segurança das fronteiras e o Estado de Direito!”, escreveu Trump, no Twitter, alguns minutos após o anúncio da decisão.

Uma breve explicação da decisão do tribunal disse que o governo “fez uma demonstração suficiente” de que os grupos que contestaram a decisão não tinham motivos para entrar com uma ação judicial.

Trump havia recorrido da decisão de bloquear o uso da verba em junho.

Impasse
O presidente alega que a construção do muro ao longo da fronteira entre os EUA e o México é necessária para impedir a entrada de imigrantes ilegais e de drogas.

Em fevereiro, o Congresso havia aprovado US$ 1,375 bilhão para a construção do muro – longe dos US$ 5,7 bilhões exigidos por Trump. O impasse levou a uma paralisação de 35 dias do governo federal americano.

O governo, então, declarou emergência nacional para redirecionar cerca de US$ 6,7 bilhões (R$ 25,3 biilhões) em fundos que o Congresso havia destinado a outros propósitos para a construção do muro. Essa verba incluía os US$ 2,5 bilhões da decisão desta sexta (26), diz a Reuters.

Somada ao US$ 1,375 bilhão destinados pelo Congresso, a verba redirecionda, de US$ 6,7 bilhões, serviria para a construção de aproximadamente 376 quilômetros de muro, diz a Deutsche Welle.

O uso dos US$ 6,7 bilhões também foi suspenso, em maio, por decisão de um tribunal federal.

DONALD TRUMP

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MÉXICO
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