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84% das mortes por influenza em Goiás são de não vacinados

Levantamento aponta 700 óbitos por doenças respiratórias e mais de 10 mil casos de SRAG em 2025

84% das mortes por influenza em Goiás são de não vacinados: um estudo detalhado foi conduzido pelo Centro de Inteligência Epidemiológica (CIE) da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES). Este levantamento ressalta a relevância da vacinação como ferramenta no enfrentamento das doenças respiratórias.

A análise dos dados epidemiológicos abrange o período de janeiro a outubro de 2025 (até a semana epidemiológica 40). Os resultados demonstram uma correlação entre a não vacinação e a ocorrência de quadros clínicos severos e óbitos.

84% das mortes por influenza em Goiás são de não vacinados

Durante o período analisado, o Estado de Goiás contabilizou 9.560 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Isso resultou em 700 óbitos confirmados. Deste total, a Influenza foi responsável por 1.868 casos de SRAG.

O número de casos por Influenza em pessoas não vacinadas é o maior. Segundo o Estudo da SES revela que 77% das internações por Influenza em 2025 foram de pessoas não vacinadas, mais de 77% desses casos de SRAG por Influenza – 1.454 ocorrências – afetaram pessoas sem a vacina.

A análise da mortalidade mostra diferença. Dos 700 óbitos por SRAG, 172 foram atribuídos especificamente à Influenza. Destes, 84% das vítimas (137 pessoas) não haviam recebido a vacina.

Apenas 27 óbitos ocorreram entre vacinados, e oito tinham status vacinal indefinido. Esses números indicam a ação protetora da imunização na prevenção de desfechos.

Vacinação Reduz a Gravidade e Protege Grupos

O levantamento da SES-GO também comprovou o papel da vacinação na redução da gravidade da SRAG em 2025. Os indivíduos vacinados apresentaram menor necessidade de suporte vital, como intubação e internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Os resultados foram verificados em grupos específicos:

  • Entre crianças de 1 a 4 anos, a vacinação reduziu o risco de desfechos graves em 66%.
  • Para pacientes com doenças renais crônicas, o risco de quadros graves foi 62% menor.

Esta evidência consolida a imunização como uma estratégia de proteção coletiva e de minimização da sobrecarga sobre o sistema hospitalar durante os períodos de circulação de vírus respiratórios.

Necessidade de Ampliar a Cobertura Vacinal

Apesar da eficácia, as coberturas vacinais permanecem abaixo das metas. A cobertura contra a Influenza nos grupos prioritários está em 51,23% no Brasil e em 48,04% em Goiás.

A situação pede atenção, especialmente porque o estado alcançou o mesmo número de casos de SRAG em 7 meses de 2025 que em todo o ano anterior, levando o governo a decretar emergência por síndrome respiratória aguda grave.

O número total de casos de SRAG em Goiás já soma 10.942, e os óbitos chegam a 783. A maioria das vítimas (529 óbitos) tem mais de 60 anos. Os dados indicam a urgência na ampliação da adesão vacinal, especialmente entre os grupos de maior risco, como crianças, idosos e pessoas com comorbidades.

Esforço de Multivacinação e Resultados de Aplicação

Em um esforço para reverter a queda nas coberturas, o Governo de Goiás lançou em outubro a Campanha de Multivacinação com o tema “Vacinar para o Perigo não Voltar”.

A ação mobilizou mais de mil salas de vacina, visando a atualização da caderneta da população, com foco em crianças e adolescentes menores de 15 anos. O Ministério da Saúde também promoveu o Dia D de multivacinação para crianças e adolescentes em Goiás no estado.

O balanço parcial da SES indica que a campanha e os esforços de rotina estão gerando resultados. Entre janeiro e outubro de 2025, foram aplicadas 5.096.987 doses de diversas vacinas.

Houve um aumento de 59,63% em comparação com as 3.193.063 doses aplicadas no mesmo período de 2024. Vacinas como BCG, DTP, Hepatite A e Rotavírus registraram alta na aplicação.

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Crédito da Imagem: Iron Braz/Secom

Redação GOYAZ

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