PECUĆRIA š Agrodefesa certifica fazendas como livres de brucelose e tuberculose

Fazenda Santa Rosa, que cria vacas holandesas, foi certificada como livre de brucelose e tuberculose
Duas fazendas de GoiĆ”s foram certificadas pela AgĆŖncia Goiana de Defesa AgropecuĆ”ria (Agrodefesa) como propriedades livres de brucelose e tuberculose. Uma delas Ć© a fazenda BĆ”lsamo, localizada no municĆpio de Guapó, cuja atividade principal Ć© a produção leiteira.
O proprietÔrio é o pecuarista João Vicente Rodrigues Borges que, com assistência técnica do médico veterinÔrio habilitado Vilton Francisco de Assis Júnior, adotou todas as medidas sanitÔrias e normas do Mapa para obter a certificação.
A outra propriedade certificada Ć© a Fazenda Santa Rosa, localizada no municĆpio de CaturaĆ, pertencente ao criador Mauro Miranda Soares, que recebe consultoria tĆ©cnica do mĆ©dico veterinĆ”rio habilitado HĆ©lio Bernardes Pires JĆŗnior. Em ambas as fazendas, a validade de certificação Ć© de um ano.
JosĆ© Essado, presidente da Agrodefesa, observa que a prevenção e combate Ć brucelose e a tuberculose fazem parte das aƧƵes sanitĆ”rias da AgĆŖncia, que inclusive estimula os criadores a buscarem o status de propriedade livre dessas doenƧas. āA grande vantagemĀ Ć© agregar valor Ć produção e ao plantel, alĆ©m de que por um ano aĀ propriedade nĆ£o precisarĆ” apresentar atestadosĀ de exames negativosĀ de brucelose e tuberculose no transporte dos animais para dentro e fora do Estado e/ou para participarĀ de eventos agropecuĆ”riosā, reforƧa.
Importância
João Vicente Borges afirma que a condição de ser uma unidade de produção pecuÔria livre de brucelose e tuberculose é de grande relevância, primeiro pela certeza de sanidade dos animais e depois porque, especialmente no seu caso, o leite é processado cru, para produção de queijos artesanais cujo sistema de produção é inspecionado pela Agrodefesa e por isso mesmo jÔ são detentores do Selo Arte.
āA saĆŗde do rebanho Ć© fundamental para garantirmos a oferta de produtos de qualidade ao mercado consumidor, sem qualquer risco para a saĆŗde das pessoasā, afirma JoĆ£o Vicente. Ele ressalta tambĆ©m que atuar com transparĆŖncia e conquistar credibilidade sĆ£o aspectos fundamentais. āA expectativa Ć© que os investimentos feitos possam resultar tambĆ©m em agregação de valor inclusive na comercialização dos animais. Nossa intenção Ć© continuar trabalhando para manter a certificaçãoā, arrematou ele.
Normas tƩcnicas
Todos os pecuaristas interessados podem buscar a certificação de propriedade livre de brucelose e tuberculose. Para tanto, precisa implementar e cumprir os requisitos sanitÔrios previstos no Regulamento Técnico do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose, regulado pela Instrução Normativa nº 10, de 3 de março de 2017, da Secretaria de Defesa AgropecuÔria (SDA) do Mapa que, inclusive delegou ao Serviço VeterinÔrio Oficial de GoiÔs (Agrodefesa) a função para realizar a certificação. (Leia Aqui).
A adesĆ£o do criador Ć© voluntĆ”ria, mas Ć© fundamental o cumprimento das normas tĆ©cnicas na propriedade. Mesmo após receber a certificação, o tĆtulo pode ser suspenso se ao longo do perĆodo houver a detecção de um ou mais animais reagentes positivos em teste realizado por mĆ©dico veterinĆ”rio habilitado ou mĆ©dico veterinĆ”rio oficial ou ainda após confirmação de suspeita clĆnica. A certificação Ć© restabelecida após a regularização da condição sanitĆ”ria na propriedade. (Capa: Fazenda Santa Rosa)
Passos para obter a certificação
- Cumprir as medidas de controle e erradicação previstas na IN DSA nº 10, de 3/3/2017
- Ter supervisão técnica de médico veterinÔrio habilitado no Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT)
- Utilizar sistema de identificação individual dos animais, aprovado pelo Serviço VeterinÔrio Oficial
- Custear as atividades de controle e erradicação da brucelose ou da tuberculose
- Vacinar todas as fĆŖmeas, entre trĆŖs e oito mesesĀ de idade, contraĀ brucelose
- Realizar dois testes de rebanho negativos consecutivos, com intervalo de seis a doze meses, sendo o segundo para brucelose em laboratório da Rede Nacional de Laboratórios AgropecuÔrios do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade AgropecuÔria (Laboratórios Federais de Defesa AgropecuÔria e laboratórios credenciados pelo Mapa)
- Realizar dois testesĀ de rebanho negativos consecutivos para tuberculose feitos em bovinos e bubalinos a partirĀ deĀ seis semanasĀ deĀ idade, num intervaloĀ deĀ seis a doze meses
AgĆŖncia Goiana de Defesa AgropecuĆ”ria ā Governo de GoiĆ”s Ā