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Novas regras para reprodução assistida em debate

Atualmente, a prática é autorizada por resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), mas não há legislação em vigor

Novas regras para reprodução assistida em debate: o projeto de lei que reestrutura o Código Civil está em análise no Senado Federal, e traz inovações ao tratar da reprodução assistida, um conjunto de técnicas médicas utilizadas para manipular espermatozoides e embriões em laboratório.

Novas regras para reprodução assistida em debate: Regras para doação de gametas

Atualmente, a prática é autorizada por resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), mas não há legislação em vigor. Com a nova proposta:

  • Doadores de gametas devem ter mais de 18 anos e expressar consentimento por escrito.

  • Os dados de doadores e receptores serão mantidos sob “estrito sigilo”.

  • É vedada a comercialização de gametas.

Uso de material genético post mortem

Será permitido o uso de material genético de pessoas falecidas, desde que haja autorização escrita especificando o destino do gameta e quem será a gestante.

Critérios para escolha de doadores

A escolha dos doadores caberá ao médico responsável, devendo considerar a semelhança fenotípica, imunológica e compatibilidade com os receptores.

Restrições às técnicas de reprodução

A proposta proíbe:

  • Fecundação com finalidades não reprodutivas.

  • Criação de embriões para pesquisas.

  • Escolha de sexo ou eugenia.

  • Originação de híbridos.

  • Modificação genética, exceto para tratar doenças graves.

Embriões congelados não poderão ser descartados; poderão ser doados a outros pacientes ou usados em pesquisas.

Cessão temporária de útero (barriga solidária)

A chamada “barriga solidária”:

  • Não poderá ter finalidade lucrativa.

  • Deve, preferencialmente, envolver parentes dos futuros pais.

Tramitação do projeto

O texto foi elaborado por uma comissão de juristas e apresentado pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). O projeto aguarda despacho da presidência do Senado para iniciar sua tramitação nas comissões. Caso aprovado, seguirá para análise na Câmara dos Deputados.

Discussão sobre o aborto e vida uterina

O projeto aborda o tema da vida desde a fase pré-uterina, tocando no debate sobre o aborto legal no Brasil.

A proposta afirma que:

“A potencialidade da vida humana pré-uterina e a vida humana pré-uterina e uterina são expressões da dignidade humana e da paternidade e maternidade responsáveis.”

Para a advogada Maria Berenice Dias, do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM), isso pode restringir o acesso ao aborto legal, atualmente permitido em três situações: risco à vida da gestante, estupro e anencefalia do feto.

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Redação GOYAZ

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