Goiás se mobiliza para erradicar lixões com apoio do BNDES
O modelo a ser desenvolvido para Goiás é considerado o maior do país em termos de regionalização, visando atender vários municípios com gestão regionalizada dos resíduos sólidos

Goiás se mobiliza para erradicar lixões com apoio do BNDES: o Governo de Goiás intensificou seus esforços para eliminar os lixões presentes em seus 246 municípios, contando com o suporte técnico e financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A iniciativa visa promover a gestão ambientalmente adequada dos resíduos sólidos, trazendo benefícios significativos para a saúde pública e o meio ambiente em todo o estado.
Goiás se mobiliza para erradicar lixões com apoio do BNDES: Determinações e Exigências do BNDES
O BNDES tem desempenhado um papel crucial nesse processo, estabelecendo diretrizes claras e oferecendo linhas de crédito específicas para auxiliar os municípios goianos na transição dos lixões para aterros sanitários modernos e eficientes. Entre as principais determinações e exigências do banco, destacam-se:
- Elaboração de Planos Municipais de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS): Os municípios precisam apresentar planos detalhados que contemplem desde a coleta seletiva até a destinação final ambientalmente adequada dos resíduos.
- Implantação de Infraestrutura Adequada: O BNDES prioriza o financiamento de projetos que envolvam a construção de aterros sanitários licenciados, equipados com sistemas de impermeabilização, tratamento de chorume e controle de gases, seguindo as normas técnicas ambientais.
- Fomento à Coleta Seletiva e Reciclagem: As iniciativas que visam aumentar os índices de reciclagem e reduzir o volume de resíduos destinados aos aterros recebem atenção especial, com linhas de crédito para cooperativas e empresas do setor.
- Monitoramento e Avaliação Contínuos: O BNDES acompanha de perto a implementação dos projetos financiados, exigindo relatórios periódicos e indicadores de desempenho para garantir a efetividade das ações.
Para mais informações sobre as definições e o papel do BNDES no saneamento básico e gestão de resíduos sólidos, acesse os seguintes links:
- BNDES – Saneamento e Resíduos
- BNDES – Perguntas Frequentes – Saneamento
- Gov.br – Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab)
Cenário Atual dos Aterros Sanitários em Goiás
Atualmente, a situação dos aterros sanitários em Goiás é heterogênea. Embora alguns municípios já possuam estruturas adequadas, muitos ainda dependem de lixões a céu aberto, que representam um grave problema ambiental e de saúde pública.
A quantidade exata de aterros sanitários em operação e em processo de implantação está em constante atualização, à medida que os municípios avançam na elaboração de seus planos e na busca por financiamento.
No entanto, o objetivo é que cada uma das regiões do estado conte com soluções consorciadas ou individuais que atendam às demandas de forma sustentável.
Posicionamento e Declarações das Lideranças
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), tem se manifestado de forma enfática sobre a urgência de solucionar a questão dos lixões no estado.
Em diversas ocasiões, ele declarou que a erradicação desses focos de poluição é uma prioridade de sua gestão, ressaltando os impactos negativos na qualidade de vida da população e no meio ambiente.
Caiado tem enfatizado a importância da parceria com o BNDES e o apoio técnico do governo estadual para auxiliar os municípios nesse desafio.
“Não podemos mais tolerar a existência de lixões em nosso estado. É uma questão de saúde pública e de respeito ao meio ambiente. Estamos trabalhando em conjunto com os municípios e buscando o apoio do BNDES para garantir que cada cidade de Goiás tenha uma solução moderna e eficiente para a gestão de seus resíduos”, afirmou o governador em recente evento sobre o tema.
O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), também tem demonstrado preocupação com a questão e reconhece a necessidade de avançar na gestão de resíduos na capital e em toda a região metropolitana.
Mabel tem defendido a importância da colaboração entre os municípios e a busca por soluções consorciadas para otimizar os custos e a eficiência dos aterros sanitários.
“Goiânia, como a maior cidade do estado, tem a responsabilidade de liderar esse processo de transição. Estamos abertos ao diálogo com os outros municípios e buscando modelos de gestão que sejam sustentáveis tanto do ponto de vista ambiental quanto econômico. O apoio do BNDES é fundamental para que possamos alcançar essa meta”, declarou o prefeito.
A expectativa é que, com o apoio do BNDES e o engajamento dos municípios e lideranças estaduais, Goiás consiga avançar significativamente na eliminação dos lixões, construindo um futuro mais limpo e saudável para todos os seus cidadãos.
A estratégia principal é promover gestão regionalizada dos resíduos sólidos. O BNDES está trabalhando em conjunto com o governo de Goiás e os municípios para estruturar um modelo que contemple a criação de aterros sanitários regionais, que atenderiam a grupos de municípios simultaneamente. Essa abordagem é vista como mais viável, especialmente para os municípios menores que não têm capacidade financeira para arcar com os custos de um aterro individual.
Pontos importantes sobre a atuação do BNDES em Goiás:
- Estudos e Modelagem: O BNDES está realizando estudos técnicos para estruturar o projeto de concessão para o gerenciamento regionalizado dos resíduos sólidos urbanos no estado de Goiás. Uma consulta pública (RFI nº 002/2024) foi aberta para receber contribuições para esses estudos.
- Proposta até Março de 2026: A expectativa é que o BNDES apresente uma proposta de gestão regionalizada dos resíduos sólidos para Goiás até março de 2026.
- Foco na Regionalização: O modelo a ser desenvolvido para Goiás é considerado o maior do país em termos de regionalização, visando atender vários municípios com uma única estrutura de aterro sanitário.
- Financiamento: O BNDES oferece linhas de crédito e apoio financeiro para projetos de saneamento básico e gestão de resíduos sólidos, incluindo a implantação de aterros sanitários e outras infraestruturas necessárias.
- Parcerias Público-Privadas (PPPs): Embora o foco inicial pareça ser a regionalização, o BNDES também atua na estruturação de PPPs no setor de saneamento, o que pode ser uma via futura para a gestão dos aterros regionais.
Em resumo, o BNDES não deve abrir 246 leilões ou concessões individuais. A abordagem principal é a criação de um modelo de gestão regionalizada, com a possível estruturação de concessões ou PPPs para a operação desses aterros regionais. O objetivo é tornar a solução economicamente viável para todos os municípios, especialmente os menores.
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