UTI em Goiás: apenas 10 leitos adultos e 2 neonatais disponíveis
Cobertura vacinal contra a gripe alcançou apenas 48,67% do público-alvo até o início de maio, um índice abaixo da média nacional de 2024 para as demais regiões (55,19%)

UTI em Goiás: apenas 10 leitos adultos e 2 neonatais disponíveis: A cobertura vacinal contra a gripe alcançou apenas 48,67% do público-alvo até o início de maio, um índice abaixo da média nacional de 2024 para as demais regiões (55,19%). Ocupação de leitos de UTI:Adulto (92%), Neonatal (97%), Pediátrica (93%).
Dados do Painel de Transparência da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás, atualizados até as 20h20 da última segunda-feira (19).
Em 2025, Goiás confronta um quadro preocupante no âmbito da saúde respiratória. O volume de ocorrências de afecções respiratórias demonstra um incremento considerável em comparação com o ano anterior, tensionando de maneira expressiva o sistema de saúde, notadamente nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).
UTI em Goiás: apenas 10 leitos adultos e 2 neonatais disponíveis: Dados Significativos
As informações da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) apontam para um aumento no número de notificações de doenças respiratórias durante 2025. Até a metade de maio, foram contabilizados mais de 3.200 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), resultando em 178 óbitos confirmados.
Ao comparar com o mesmo período de 2024, que registrou 2.726 casos e 259 mortes, constata-se um agravamento dos quadros clínicos, apesar de uma ligeira redução no total de falecimentos.
No que tange a patologias específicas, a Influenza A tem se sobressaído como um dos principais agentes causadores da SRAG em 2025. Dentre os casos de SRAG, 219 foram atribuídos à influenza, sendo 100 casos de Influenza A não subtipada e 55 de Influenza A – H1N1.
Goiânia, a capital goiana, também exibe estatísticas preocupantes. Apenas nos primeiros meses de 2025, foram reportados 4.745 casos de doenças respiratórias, com 15 óbitos por SRAG confirmados.
Desafios e Consequências:
O aumento no contingente de doenças respiratórias em Goiás em 2025 acarreta uma série de desafios e consequências para o sistema de saúde:
Sobrecarga nas UTIs: A elevação no número de casos severos de SRAG intensifica a procura por leitos de UTI, que já operam com sua capacidade no limite.
A situação é particularmente delicada na área pediátrica, onde Goiânia perdeu 14 leitos de UTI infantil em maio de 2025, motivado pela falta de pagamento e pela escassez de profissionais.
Essa diminuição ocorre precisamente em um período de alta incidência de doenças respiratórias, como a bronquiolite, que levou à internação de 97 crianças em janeiro e 202 em fevereiro nas unidades de saúde estaduais.
Saturação das Unidades de Saúde: Adicionalmente às UTIs, outras instalações de saúde, como as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais, também enfrentam uma demanda crescente por assistência, o que pode culminar em superlotação e dificuldades no acesso aos serviços.
Impacto em Grupos de Risco: Crianças com menos de dois anos, idosos e indivíduos com comorbidades representam os grupos mais suscetíveis às complicações decorrentes de doenças respiratórias, demandando atenção intensificada e medidas preventivas específicas.
Baixa Imunização Vacinal: A reduzida adesão à vacinação contra a Influenza configura um fator inquietante que contribui para o aumento de casos graves.
Em Goiás, a cobertura vacinal contra a gripe atingiu somente 48,67% do público-alvo até o início de maio: essa baixa adesão se reflete em um maior número de hospitalizações por influenza, conforme observado no Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (HMAP), onde a maioria dos pacientes internados com a doença não havia sido imunizada.
Condições Climáticas: O período de estiagem e baixa umidade, característico de Goiás, favorece a disseminação de vírus respiratórios e pode exacerbar quadros clínicos preexistentes.