
Moraes determina captura de Carla Zambelli: o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou a prisão preventiva da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) nesta quarta-feira (4), atendendo a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Além da ordem de prisão, Moraes determinou que a Polícia Federal (PF) inclua o nome da deputada na lista da Interpol. O ministro também ordenou o bloqueio do passaporte de Zambelli, das verbas a serem pagas pela Câmara dos Deputados e de suas redes sociais, como Instagram, TikTok e Facebook.
Moraes determina captura de Carla Zambelli
Na sua decisão, Moraes considerou as entrevistas da deputada nas quais ela afirmou ter saído do Brasil e delegado a gestão de suas redes sociais à mãe. Ele também ponderou a declaração da parlamentar de que usou o mesmo “modus operandi” de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se licenciou do cargo para permanecer nos Estados Unidos.
“A jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é firme no sentido de que a decretação de prisão em razão da fuga do distrito da culpa, quando demonstrada a pretensão de se furtar à aplicação da lei penal”, ressaltou o ministro.
Moraes afirmou que, no caso de Zambelli, é “inequívoca a natureza da alegada viagem à Europa, com o objetivo de se furtar à aplicação da lei penal, em razão da proximidade do julgamento dos embargos de declaração opostos contra o acórdão condenatório proferido nestes autos e a iminente decretação da perda do mandato parlamentar”. Um dos recursos, por exemplo, está previsto para começar a ser julgado pelo plenário virtual da Corte nesta sexta-feira (6).
Entenda o Contexto
Na terça-feira (3), a deputada anunciou que havia deixado o Brasil. O processo contra Zambelli, protocolado fisicamente na Corte, tramita em sigilo. A medida cautelar da PGR foi baseada na viagem da parlamentar aos Estados Unidos.
À CNN, Zambelli declarou estar nos Estados Unidos e que planeja ir para a Itália. Segundo ela, seria “intocável” em território italiano devido à sua dupla cidadania, não temendo, por isso, a prisão.
Conforme adiantado pela CNN, auxiliares do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do ministro Alexandre de Moraes, consideraram que as declarações públicas da própria deputada ao longo da terça-feira comprovam que ela viajou para o exterior como forma de se blindar da jurisdição brasileira.