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Mauro Cid nega que Bolsonaro tenha incentivado atos de 8/1 em interrogatório

Ajudante de ordem do ex-presidente não citou incentivos diretos aos atos de 8 de janeiro

Mauro Cid nega que Bolsonaro tenha incentivado atos de 8/1 em interrogatório – Em interrogatório no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (9), o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), afirmou não ter visto o ex-presidente mencionar qualquer informação antecipada sobre os atos de 8 de janeiro ou incentivá-los.

Mauro Cid nega que Bolsonaro tenha incentivado atos de 8/1 em interrogatório

Questionado pelo advogado de Bolsonaro se, durante seu tempo no Palácio do Alvorada, ouviu alguma fala do ex-presidente que indicasse incentivo ou conhecimento prévio das manifestações que invadiram a sede dos Três Poderes, Mauro Cid respondeu apenas “não senhor”.

Apesar de ter confirmado articulações golpistas para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de ter dito que Bolsonaro leu e editou uma minuta golpista, Cid não citou incentivos diretos aos atos de 8 de janeiro em seu depoimento, que começou às 14h.

Interrogatórios do “Núcleo Crucial” no STF

O STF iniciou nesta segunda-feira (9) os interrogatórios dos réus do chamado “núcleo crucial” da ação penal que apura a tentativa de golpe de Estado após a eleição de 2022. Mauro Cid é o primeiro a ser ouvido.

Ao todo, ainda serão ouvidos outros oito réus:

  • Alexandre Ramagem, deputado e ex-chefe da Abin;
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
  • Augusto Heleno, ex-ministro-chefe do GSI;
  • Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
  • Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e vice de Bolsonaro na eleição de 2022.

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Redação GOYAZ

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