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Caso do Golpe: STF pede alegações finais

Procuradoria-Geral da República (PGR) terá os primeiros 15 dias para apresentar suas considerações finais de acusação

Caso do Golpe: STF pede alegações finais – o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (27) o início do prazo para as alegações finais do “núcleo crucial” da ação penal que investiga uma tentativa de golpe de Estado no país.

Caso do Golpe: STF pede alegações finais

Conforme as normas do Código de Processo Penal (CPP), a Procuradoria-Geral da República (PGR) terá os primeiros 15 dias para apresentar suas considerações finais de acusação.

Em seguida, o colaborador Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, apresentará sua manifestação. Somente após a manifestação de Cid, as defesas dos demais réus terão o mesmo prazo de 15 dias.

O ministro considerou que todas as diligências e requerimentos solicitados pelas partes já foram cumpridos, incluindo as acareações entre Mauro Cid e Braga Netto, bem como a apresentação de documentos e perícias.

Os prazos não serão suspensos durante o recesso do Judiciário em julho, devido ao fato de um dos réus, Braga Netto, estar preso.

A expectativa é que todas as manifestações sejam finalizadas em até 45 dias, permitindo que o relator prepare seu voto e solicite ao presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin, que o julgamento seja agendado a partir de agosto.

Os réus que compõem o “núcleo um” da investigação incluem:

  • Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
  • Mauro Cid, tenente-coronel do Exército e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
  • Walter Braga Netto, general do Exército e ex-ministro da Defesa e da Casa Civil;
  • Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor-geral da Abin;
  • Almir Garnier, almirante de esquadra e ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário da Segurança Pública do Distrito Federal;
  • Augusto Heleno, general da reserva do Exército e ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa.

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Redação GOYAZ

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