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Defesa de Bolsonaro quer esclarecimentos sobre conta de Cid

De acordo com a Meta, o perfil "@gabrielar702" utilizou o e-mail [email protected] para validar a conta no Instagram, criada em 19 de janeiro de 2024

Defesa de Bolsonaro quer esclarecimentos sobre conta de Cid: a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou, nesta segunda-feira (30), ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifeste sobre a suposta conta utilizada pelo tenente-coronel Mauro Cid antes da apresentação das alegações finais.

Defesa de Bolsonaro quer esclarecimentos sobre conta de Cid

Além disso, a defesa pediu que documentos e provas que estão sendo produzidos no inquérito que investiga o perfil “GabrielaR” sejam incluídos no processo que apura uma tentativa de golpe de Estado em 2022.

Segundo o advogado de Bolsonaro, Celso Vilardi, que assina a petição, as respostas da Meta e do Google sobre a criação da conta com o codinome “GabrielaR” caracterizam Mauro Cid como o responsável pelo perfil.

De acordo com a Meta, o perfil “@gabrielar702” utilizou o e-mail [email protected] para validar a conta no Instagram, criada em 19 de janeiro de 2024. Já o endereço eletrônico foi criado em 2005, segundo dados do Google.

Vilardi apresentou como uma das provas a localização do endereço de IP usado para acessar a conta. “A pesquisa dos endereços de IP informados tanto pela Meta como pelo Google mostram que o perfil foi criado, ao que se constata, da residência do delator”, afirmou o advogado.

STF Abre Prazo para Alegações Finais

Na última sexta-feira (27), Moraes abriu prazo para as alegações finais do “núcleo crucial” da ação do plano de golpe. Pelas normas do CPP (Código de Processo Penal), durante os primeiros 15 dias, a PGR deve apresentar as considerações finais de acusação.

Em seguida, o colaborador Mauro Cid, e só após a manifestação dele, as defesas dos demais réus terão o prazo de 15 dias para apresentar seus argumentos.

Desde que assinou o acordo de delação premiada, em 2023, o militar Mauro Cid, que embasou parte das provas relatadas na investigação da Polícia Federal (PF) e na denúncia da PGR, já mudou pelo menos cinco vezes a versão sobre o plano de golpe.

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Redação GOYAZ

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