Política

TSE em alerta máximo contra IA nas eleições futuras

A recente proliferação de vídeos hiper-realistas feitos com IA colocou o TSE em alerta sobre um possível "caos"

TSE em alerta máximo contra IA nas eleições futuras: com foco no pleito de 2026, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) já prepara uma rigorosa ofensiva contra o uso indevido de Inteligência Artificial (IA) por candidatos e eleitores.

A presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, instituiu um grupo de trabalho com especialistas na área para subsidiar as resoluções que vão guiar as próximas eleições. Audiências públicas sobre o tema também estão previstas para o segundo semestre.

TSE em alerta máximo contra IA nas eleições futuras

A recente proliferação de vídeos hiper-realistas feitos com IA — que viralizaram nas redes sociais nas últimas semanas — colocou o TSE em alerta sobre um possível “caos” na campanha eleitoral do próximo ano.

Aperfeiçoamento e Alerta

O grupo de trabalho discutirá medidas para aperfeiçoar o Siade (Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral), visando agilizar a interlocução entre o TSE e as plataformas digitais para a remoção mais rápida de conteúdo fraudulento.

A portaria que institui o grupo foi assinada na sexta-feira, e Cármen Lúcia manifestou o objetivo de “debater e propor diagnósticos, pesquisas, programas, projetos e campanhas” destinadas à melhoria do combate às notícias falsas.

Entre os participantes do grupo estão a professora Dora Kaufman, renomada pesquisadora dos impactos éticos e sociais da IA; o cientista Silvio Meira, especialista em engenharia de software; e Bruno Bioni, diretor-executivo do Data Privacy Brasil. Os especialistas atuarão de forma não remunerada, com o TSE arcando apenas com as despesas de deslocamento até Brasília.

Desafios e Preocupações

Nas eleições municipais do ano passado, o TSE regulamentou pela primeira vez o uso da IA na propaganda, proibindo os “deep fakes” e restringindo o uso de robôs no contato com eleitores.

No entanto, a avaliação de técnicos da Corte Eleitoral é que esses artifícios estão cada vez mais engenhosos, exigindo atualização constante e atuação rigorosa das autoridades eleitorais.

No mês passado, Cármen Lúcia expressou especial preocupação com os impactos da IA na propagação de discursos de ódio contra mulheres, o que pode ampliar a desigualdade de gênero na política.

“Em 2024, várias prefeitas com mais de 80% de aprovação, que poderiam se candidatar à reeleição, desistiram, porque o que se plantava contra elas — a violência e os efeitos exponenciais de uma campanha de desmoralização — era enorme”, declarou a ministra.

IA como Aliada

Contudo, o uso da IA também será discutido pelo grupo de trabalho sob uma perspectiva positiva: de que maneira a tecnologia pode ser uma aliada no combate à desinformação.

O ministro do TSE André Ramos Tavares é um dos entusiastas desse debate. “É impossível combater a divulgação de informações falsas apenas com ações pontuais, sem IA”, disse ele em abril, durante uma palestra no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).

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Redação GOYAZ

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