
Novas oitivas na PF sobre inquérito das fake news: a Polícia Federal (PF) se prepara para colher, nesta semana, novos depoimentos de investigados no inquérito das fake news.
Na última quinta-feira (3 de julho), a PF interrogou Tércio Arnaud, ex-assessor da Presidência de Jair Bolsonaro (PL). Ele é apontado como um dos integrantes do chamado “gabinete do ódio” no governo Bolsonaro, grupo de comunicação que supostamente era comandado pelo vereador e filho do ex-presidente, Carlos Bolsonaro (PL-RJ). A estrutura teria funcionado dentro do Palácio do Planalto para espalhar notícias falsas e atacar adversários do então presidente.
À PF, Tércio negou a existência dessa estrutura para espalhar fake news e atacar adversários políticos na gestão anterior. O ex-assessor também não reconheceu parte dos nomes questionados.
Novas oitivas na PF sobre inquérito das fake news
Tércio Arnaud não será o único a depor aos investigadores. O ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito que já tramita há seis anos no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a PF colha novos depoimentos para finalizar o caso. Nesta semana, ao menos outros dois investigados devem ser ouvidos.
Em 16 de dezembro do ano passado, Moraes prorrogou o inquérito por mais seis meses. Com esses novos interrogatórios, a PF acredita que a investigação será concluída, com possíveis indiciamentos e respostas sobre a existência, o financiamento, o modo de atuar e a identificação de todos os participantes do chamado “gabinete do ódio”.
As investigações indicam a divulgação de notícias fraudulentas, falsas comunicações de crimes, denúncias caluniosas, ameaças e “memes” com o objetivo de caluniar, difamar e injuriar o STF e seus integrantes. Essas ações teriam sido realizadas por meio de esquemas de financiamento e divulgação em massa nas redes sociais.