Mabel enxuga 27% da folha e corta 80% dos comissionados para conter rombo de R$ 3 Bilhões na Comurg
A decisão projeta uma economia de R$ 44 milhões por ano

Mabel enxuga 27% da folha e corta 80% dos comissionados para conter rombo de R$ 3 Bilhões na Comurg – em mais uma etapa do plano de reestruturação da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), o prefeito Sandro Mabel (União Brasil) autorizou o desligamento de 668 servidores aposentados que ainda permaneciam na ativa.
Mabel enxuga 27% da folha e corta 80% dos comissionados para conter rombo de R$ 3 Bilhões na Comurg
A medida, aprovada nesta terça-feira (8/7) pelo Conselho de Administração e pela Diretoria da empresa, visa a redução de gastos com pessoal e a correção de distorções legais e financeiras da companhia.
A decisão projeta uma economia de R$ 44 milhões por ano para a Comurg, que enfrenta um passivo significativo de aproximadamente R$ 3 bilhões, incluindo R$ 1,2 bilhão em ações trabalhistas.
Em coletiva de imprensa, o prefeito Sandro Mabel ressaltou que os desligamentos estão em conformidade com as determinações legais, em especial a decisão do Supremo Tribunal Federal (Tema 1022), que impede a permanência de servidores aposentados após a reforma da Previdência de 2019.
Dos 668 servidores desligados, 414 foram aposentados após 12 de novembro de 2019, tornando suas demissões obrigatórias por força constitucional. Os 254 restantes, que se aposentaram antes dessa data, também serão desligados com base em critérios de economicidade e reestruturação administrativa.
“A redução na folha é indispensável para que a Comurg volte a ser viável. Todos os direitos serão respeitados. Os desligados receberão as verbas rescisórias e continuarão com o plano de saúde do IMAS por 12 meses”, garantiu o prefeito Mabel.
Avanços na Reestruturação e Busca por Autossuficiência
Desde o início da atual gestão, a Comurg tem implementado uma série de ajustes para conter despesas e otimizar sua operação. A folha de pagamento foi reduzida em 27%, e o número de cargos comissionados caiu de 532 para 102, representando uma redução superior a 80%. A estrutura administrativa também passou por um enxugamento, com cortes em chefias e diretorias.
A companhia agora foca na busca por novos contratos com os setores público e privado, com a meta de atingir a autossuficiência financeira até outubro. “Nosso plano é preparar a Comurg para competir em grandes licitações e, futuramente, até abrir capital”, adiantou o prefeito.
O comunicado interno sobre os desligamentos foi emitido em 4 de julho, e a saída oficial dos servidores está programada para esta quinta-feira (10/7). O pagamento do FGTS retroativo, referente ao período de outubro de 2022 a dezembro de 2024, já foi iniciado. As verbas rescisórias serão pagas em 18 de julho, com as homologações previstas para 21 de julho, em parceria com o sindicato da categoria.