Como a gestão Sandro Mabel busca zerar pessoas em situação de rua
Prefeito tem enfatizado a necessidade de um tratamento individualizado para cada caso, reconhecendo a complexidade das razões que levam alguém a viver na rua

Como a gestão Sandro Mabel busca zerar pessoas em situação de rua: desde o início da gestão do prefeito Sandro Mabel (União Brasil), em janeiro de 2025, a Prefeitura de Goiânia tem implementado uma série de ações e planos ambiciosos para lidar com a crescente população em situação de rua na capital.
Com a meta declarada de “zerar” o número de pessoas vivendo ao relento até o final do ano, a administração municipal aposta em uma abordagem multifacetada que inclui acolhimento, tratamento, qualificação profissional e, de forma destacada, o incentivo ao retorno às cidades de origem ou às famílias.
A iniciativa é liderada pela Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), sob a condução de Eerizania Freitas, e tem buscado parcerias estratégicas com o Governo de Goiás e entidades do terceiro setor.
Como a gestão Sandro Mabel busca zerar pessoas em situação de rua
A gestão de Mabel manifestou desde o início uma preocupação enfática com a situação das pessoas em vulnerabilidade.
Em reuniões com a primeira-dama de Goiás, Gracinha Caiado, e membros do secretariado, o prefeito reforçou o desejo de não ver “nenhum irmão nosso vivendo nessa situação”. Para isso, o plano em elaboração pela Semasdh prevê:
- Acolhimento em casas especializadas: Oferecer abrigo digno e seguro.
- Encaminhamento para comunidades terapêuticas: Foco no tratamento de dependentes químicos, um dos maiores desafios da população de rua.
- Incentivo ao retorno familiar: Auxiliar no restabelecimento de vínculos familiares e no regresso às cidades de origem, quando possível.
- Capacitação profissional e inserção no mercado de trabalho: Proporcionar autonomia e novas perspectivas de vida.
- Atualização do Cadastro Único (CadÚnico): Fundamental para garantir o acesso a programas sociais e benefícios federais, com a meta de regularizar cerca de 40 a 50 mil cadastros atrasados.
“Não temos uma fórmula pronta. O que eu sei é que não quero ver pessoas morando nas ruas. Não consigo me conformar com alguém dormindo ao relento, passando frio. Meu objetivo é tirar essas pessoas das ruas de Goiânia. Vamos dar o encaminhamento de que cada uma precisa”, afirmou o prefeito em maio de 2025 durante uma ação de abordagem social.
Parcerias e Desafios
A Prefeitura de Goiânia tem buscado forte articulação com diversas instituições. Além do Governo de Goiás, através do programa Goiás Social e da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), a gestão de Mabel abriu um novo credenciamento para organizações da sociedade civil, destinando um valor inicial de R$ 5 milhões para ampliar e qualificar os serviços socioassistenciais.
O objetivo é que essas entidades, com sua expertise, somem esforços com o poder público. Representantes do Ministério Público e da Defensoria Pública têm elogiado a iniciativa, destacando a retomada do diálogo e o novo olhar da gestão para o problema, após anos de estagnação.
Apesar das promessas e do plano ambicioso, a efetividade das ações ainda enfrenta desafios. A estimativa é que Goiânia abrigue cerca de 3 mil pessoas em situação de rua.
Embora o foco no retorno às cidades de origem seja uma das vertentes, a prefeitura ainda não divulgou números concretos sobre quantas pessoas já foram beneficiadas por esse programa de migração de retorno.
A expectativa é que esses dados sejam compilados e apresentados à medida que o plano de reinserção social avance.
A gestão municipal busca, com essas ações integradas e a colaboração do terceiro setor, construir uma política sólida e efetiva que vá além do assistencialismo, oferecendo caminhos permanentes de reintegração à sociedade para a população em situação de rua em Goiânia.