
Haddad ignora ameaças: com a iminente entrada em vigor de novas tarifas americanas sobre produtos brasileiros, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), declarou nesta segunda-feira (28) que o governo não recuará diante de pressões externas ou internas. “Temos que trabalhar juntos, construir juntos as saídas necessárias para o Brasil continuar crescendo”, afirmou Haddad, reforçando a necessidade de união em um momento delicado para o comércio exterior do país.
Haddad ignora ameaças
A declaração foi feita durante a cerimônia de lançamento do programa Acredita Exportação, uma iniciativa que visa impulsionar a participação de pequenas empresas brasileiras no comércio internacional. O pronunciamento do ministro ocorre a apenas quatro dias da implementação da nova tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, que passa a valer em 1º de agosto.
As medidas foram anunciadas pelo presidente americano Donald Trump como retaliação ao Judiciário brasileiro, após avanços no processo que podem levar à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Este cenário adiciona uma camada de complexidade política às já desafiadoras relações comerciais.
Haddad aproveitou a ocasião para destacar os avanços do governo na área social e econômica. “Voltamos a sair do mapa da fome”, disse o ministro, lembrando que o país enfrentava um cenário de 33 milhões de pessoas em insegurança alimentar ao final do governo anterior. Ele também mencionou a geração de 4 milhões de empregos e a ampliação do crédito consignado para trabalhadores com carteira assinada como marcos importantes da atual gestão.
No âmbito da reforma tributária, Haddad reiterou a importância da reforma da renda em andamento, defendendo a justiça fiscal. “Imposto tem que ser justo. Quem tem muito e paga pouco tem que começar a pagar”, pontuou o ministro, sinalizando que a pauta da tributação sobre grandes fortunas e rendimentos elevados continuará sendo prioridade.
A fala de Haddad sublinha a postura de não ceder a pressões, enquanto o governo busca equilibrar a defesa dos interesses nacionais com a promoção de políticas de desenvolvimento social e econômico.