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Tarifaço EUA petróleo, suco e aviões escapam

Itens da lista de exceções não serão afetados por esse aumento de 40%

Tarifaço EUA petróleo, suco e aviões escapam: em meio à crescente tensão comercial com os Estados Unidos, uma “lista de exceções” na ordem executiva do ex-presidente Donald Trump trouxe um respiro para alguns setores da economia brasileira.

Tarifaço EUA petróleo, suco e aviões escapam

A medida, que oficializa tarifas de 50% sobre os produtos brasileiros, poupou itens cruciais como suco de laranja, aviões e petróleo.

O decreto, assinado por Trump mais cedo nesta quarta-feira, elevou em 40% a tarifa aplicada aos importados brasileiros. Vale lembrar que, desde 2 de abril, o Brasil já enfrentava uma taxa de 10%, totalizando agora 50% para a maioria dos produtos.

No entanto, os itens da lista de exceções não serão afetados por esse aumento de 40%, mantendo-se livres do novo imposto.

Principais Produtos Poupaodos e Preocupações Anteriores

A inclusão de petróleo, suco de laranja e aviões na lista de isenção é um alívio significativo, pois esses estão entre os principais itens da pauta exportadora do Brasil para os EUA.

Setores do governo e do setor produtivo vinham expressando grande preocupação com a possibilidade de serem atingidos pelas tarifas de Trump.

Além desses, também foram poupados do tarifaço a celulose, carvão, aço e seus subprodutos, bem como castanhas de origem nacional e outros itens diversos.

Ao todo, cerca de 700 categorias de produtos brasileiros não serão impactadas pela nova tarifa de 50%. Algumas dessas categorias incluem especificamente artigos de aeronaves (exceto as militares), seus motores, peças e componentes, além de simuladores de voo terrestre e suas partes.

Contradições e Itens Excluídos

Contudo, a situação do aço merece um olhar mais atento. Apesar de “aço e seus subprodutos” estarem na lista de exceções da nova ordem executiva, é importante notar que, desde junho, todo aço que entra nos Estados Unidos já é tarifado com uma alíquota global de 50%.

O Brasil figura como o segundo maior exportador de “aço e ferro” para os norte-americanos, logo após o Canadá, o que mantém o setor em uma posição vulnerável.

Por outro lado, produtos de grande relevância na pauta de exportações brasileiras para os EUA, como carne, café e frutas, não foram incluídos na lista de exceções e, portanto, serão atingidos pela tarifa de 50%.

A decisão de Trump continua a gerar incertezas e exige atenção contínua do governo brasileiro e do setor produtivo para mitigar os impactos dessa nova política comercial.

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Redação GOYAZ

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