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Fim do ciclo de aperto monetário com juros mantidos em 15%

No comunicado, o comitê justificou a decisão, citando a "elevada incerteza" no cenário econômico como motivo para a cautela

Fim do ciclo de aperto monetário com juros mantidos em 15%: o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, de forma unânime, manter a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano. A decisão marca o fim do ciclo de aperto monetário, que elevou os juros ao patamar mais alto desde maio de 2006.

Banco Central mantém juros em 15% e encerra ciclo de aperto monetário

Em seu comunicado, o comitê justificou a decisão pela necessidade de cautela diante da “elevada incerteza” no cenário econômico. O BC sinalizou que a manutenção dos juros nesse patamar, por um período prolongado, é fundamental para que a inflação volte a convergir para a meta oficial, atualmente de 3% com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.

A autoridade monetária, no entanto, ressaltou que seguirá vigilante e que está pronta para retomar o ajuste, caso julgue necessário.

Cenário externo e tarifas de Trump preocupam o BC

O comunicado do Copom destacou o “ambiente externo mais adverso e incerto”, com especial atenção à conjuntura e às políticas econômica, comercial e fiscal dos Estados Unidos. Entre os pontos de atenção, o comitê mencionou o “tarifaço” de Donald Trump ao Brasil, que elevou as tarifas de importação em 40%, embora a maior parte da pauta exportadora brasileira não tenha sido diretamente afetada. O temor é que produtos que deixem de ser exportados passem a circular no mercado interno, o que poderia derrubar seus preços e ter um impacto desinflacionário.

Inflação, mercado de trabalho e incertezas internas

No cenário doméstico, o BC indicou que o ambiente é marcado por expectativas de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho. Para garantir que a inflação atinja a meta, o comitê enfatizou a necessidade de manter uma política monetária “significativamente contracionista por período bastante prolongado”.

O Copom listou os principais riscos que podem impactar a inflação. Entre os fatores de alta, estão a desancoragem das expectativas, a resiliência da inflação de serviços e a depreciação do câmbio. Por outro lado, o comitê apontou para possíveis fatores que podem levar à baixa dos preços, como uma desaceleração da atividade econômica, uma desaceleração global mais acentuada e uma redução nos preços das commodities.

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Redação GOYAZ

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