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Lula afirma que Eduardo Bolsonaro repassa informações distorcidas a Donald Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) envia “informações deformadas e erradas” ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a situação política brasileira.

A afirmação foi feita nesta terça-feira (12), em entrevista à rádio BandNews FM. Segundo Lula, a proximidade entre Trump e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro provoca uma leitura equivocada dos fatos no Brasil.

“Acho que o presidente Trump precisa de assessoria que conheça o Brasil. Se montar uma equipe com o filho do Bolsonaro e pessoas ligadas a ele, receberá sempre informações deformadas”, disse o chefe do Executivo.

Defesa de Bolsonaro e críticas ao desconhecimento

Lula relacionou o apoio de Trump a Jair Bolsonaro nas investigações sobre a tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023 e no julgamento que corre no Supremo Tribunal Federal (STF) ao desconhecimento do norte-americano sobre a realidade brasileira.

“Ele pode vir aqui para fazer palanque para o Bolsonaro, não tenho problema. Mas é importante saber que quem for eleito aqui toma posse”, afirmou. Lula lembrou ter perdido três eleições presidenciais e disse que, nas ocasiões, aceitou o resultado: “Sei perder, não fico culpando urna nem aniversário”, comentou.

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Tarifa de 50% e sanções a Moraes

Em julho, Trump anunciou tarifa de 50% sobre importações brasileiras, medida que passou a valer na semana passada. Na ocasião, justificou a alíquota alegando perseguição a Jair Bolsonaro pelo STF e citou a atuação do ministro Alexandre de Moraes.

O governo norte-americano também recorreu à Lei Magnitsky para sancionar Moraes. No comunicado oficial, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, acusou o ministro de conduzir “caça às bruxas ilegal” contra cidadãos e empresas dos Estados Unidos e do Brasil, além de mencionar supostos atos de censura e detenções arbitrárias.

Segundo Bessent, a medida demonstra que Washington continuará a responsabilizar “aqueles que ameaçam os interesses dos EUA e as liberdades de nossos cidadãos”.

Redação GOYAZ

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