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Carla Zambelli passa mal em audiência na Itália e é levada ao hospital

De acordo com a defesa, Zambelli sofre de fibromialgia, depressão e outras condições “físicas e psicológicas”

Detida há 16 dias na Itália, a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) participou nesta quarta-feira (16) de uma audiência no Tribunal de Apelação de Roma destinada a decidir se ela aguardará em liberdade — ou em prisão domiciliar — o desfecho do pedido de extradição apresentado pelo Brasil. Assim que chegou à corte, Zambelli alegou mal-estar e recebeu atendimento médico, segundo informou o advogado Fabio Pagnozzi. A sessão foi interrompida, e a parlamentar foi encaminhada a um hospital.

De acordo com a defesa, Zambelli sofre de fibromialgia, depressão e outras condições “físicas e psicológicas”. O laudo sobre o estado de saúde será anexado ao processo como argumento para a soltura ou, alternativamente, para a concessão de prisão domiciliar. “Nosso objetivo é que ela possa aguardar a decisão de extradição em liberdade, mas existe também a possibilidade de domiciliar”, declarou Pagnozzi.

Contexto da prisão

A deputada está recolhida na penitenciária de Rebibbia, nos arredores de Roma, parte de um dos maiores complexos prisionais da Europa. O caso é analisado pelo juiz italiano Algo Morgigni. Na primeira audiência, realizada em 1º de agosto, Zambelli afirmou ser alvo de perseguição política no Brasil e manifestou interesse em ser julgada novamente na Itália; ela possui dupla cidadania ítalo-brasileira.

O Supremo Tribunal Federal considera a parlamentar foragida após condenação a dez anos de reclusão pelos crimes de falsidade ideológica e invasão do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A sentença motivou o pedido de extradição e a inclusão do nome de Zambelli na lista de difusão vermelha da Interpol.

Próximos passos

Os argumentos favoráveis e contrários à remoção da deputada serão examinados pela Justiça italiana, mas a palavra final cabe ao Ministério da Justiça da Itália, que pode recusar a extradição por razões políticas. A embaixada do Brasil em Roma estima que o processo seja concluído até o fim deste ano.

Não há nova data definida para a continuidade da audiência interrompida nesta quarta-feira. Enquanto isso, a defesa aguarda a avaliação médica para reforçar o pedido de liberdade provisória.

Redação GOYAZ

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