Fiesp apoia Plano Brasil Soberano para socorrer exportadores afetados por tarifa dos EUA
Embora quase 700 itens tenham ficado de fora da sobretaxa, segmentos do agronegócio e da indústria preveem perda de competitividade, já que os EUA respondem pelo segundo maior fluxo de comércio com o Brasil

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) declarou apoio ao Plano Brasil Soberano, programa de emergência lançado pelo governo federal nesta quarta-feira, 13 de agosto de 2025, para atenuar o impacto do tarifaço de 50% aplicado pelos Estados Unidos sobre bens brasileiros.
Em nota, a entidade avaliou que o pacote demonstra empenho do Executivo em proteger o parque produtivo nacional. A federação informou que continuará apresentando propostas para reforçar a resiliência das empresas, além de manter diálogo com o setor privado norte-americano com o objetivo de reduzir prejuízos de ambos os lados e preservar a histórica relação comercial entre os dois países.
Crédito de R$ 30 bilhões O plano de socorro prevê a liberação de R$ 30 bilhões em linhas de financiamento, viabilizadas por medida provisória que autoriza crédito extraordinário fora do limite do novo arcabouço fiscal
O plano de socorro prevê a liberação de R$ 30 bilhões em linhas de financiamento, viabilizadas por medida provisória que autoriza crédito extraordinário fora do limite do novo arcabouço fiscal. Esse mecanismo já foi utilizado em 2024 no apoio às populações atingidas pelas enchentes no Rio Grande do Sul.
Contexto do tarifaço
A elevação das tarifas integra um conjunto de ações dos Estados Unidos que incluem uma investigação comercial contra o Brasil e a classificação do país como “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional norte-americana. Embora quase 700 itens tenham ficado de fora da sobretaxa, segmentos do agronegócio e da indústria preveem perda de competitividade, já que os EUA respondem pelo segundo maior fluxo de comércio com o Brasil.
As medidas norte-americanas ocorrem paralelamente a sanções aplicadas a autoridades brasileiras, entre elas o ministro Alexandre de Moraes, com base na Lei Magnitsky. Washington também questiona decisões do Supremo Tribunal Federal que obrigam empresas de tecnologia dos EUA a cumprir a legislação brasileira.
Próximos passos
Com o apoio da Fiesp, o governo espera avançar rapidamente na tramitação da medida provisória no Congresso Nacional. A federação reiterou que seguirá atuando para mitigar efeitos sobre empregos, diversificar mercados de destino e garantir condições equitativas de comércio internacional.