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Juros futuros fecham estáveis após dados dos EUA

Juros futuros fecham estáveis após dados dos EUA

Juros futuros no mercado brasileiro terminaram a sessão desta sexta-feira (15) praticamente inalterados, com investidores focados em indicadores mistos divulgados nos Estados Unidos e sem novidades relevantes na agenda doméstica.

Taxas DI oscilam pouco ao longo do dia

No fim da tarde, o DI para janeiro de 2027 foi cotado a 13,92%, diante de 13,943% no ajuste anterior. O contrato para janeiro de 2028 recuou ligeiramente para 13,20%, enquanto as posições mais longas registraram pequena queda: 13,38% em 2031 e 13,52% em 2033.

Com o noticiário interno esvaziado, operadores calibraram seus preços de risco de acordo com a percepção de política monetária norte-americana. Segundo a plataforma LSEG, a probabilidade de o Federal Reserve reduzir os juros em 0,25 ponto percentual em setembro está em 84%, contra 93% na véspera.

Indicadores norte-americanos dividem opiniões

Entre os dados divulgados hoje, as vendas no varejo dos EUA avançaram 0,5% em julho, desaceleração frente aos 0,9% observados em junho e em linha com projeções. Já os preços de importação subiram 0,4%, contrariando a expectativa de estabilidade e levantando dúvidas sobre pressões inflacionárias.

Para João Duarte, especialista em câmbio da One Investimentos, “os números foram insuficientes para mudar a convicção de corte em setembro, mas sustentam a cautela”. O rendimento do Treasury de dois anos, sensível às apostas de curto prazo, subiu 2 pontos-base, a 3,759%.

Detalhes dos relatórios podem ser conferidos na cobertura da agência Reuters, referência global em informações financeiras.

Impasses comerciais seguem no radar

No cenário local, o mercado acompanha o embate tarifário entre Brasil e Estados Unidos. Até o momento, não houve avanço nas negociações para a retirada da tarifa de 50% imposta a certos produtos brasileiros. Na quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou medida provisória que prevê linha de crédito de R$ 30 bilhões para empresas afetadas.

Apesar das incertezas externas e da disputa comercial, as curvas de juros mantiveram-se estáveis, refletindo a ausência de catalisadores internos capazes de alterar as apostas para a Selic nos próximos meses.

Quer entender mais sobre os impactos desses movimentos no bolso do consumidor? Confira nossa cobertura em Análises e acompanhe as atualizações diárias do mercado financeiro.

Redação GOYAZ

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