
Moraes apreende passaporte de Silas Malafaia após determinação emitida nesta quarta-feira (20) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida impede o pastor de deixar o Brasil e integra inquérito que investiga suposta coação de autoridades judiciais.
Agentes da Polícia Federal cumpriram o mandado no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, onde Malafaia se preparava para embarcar para Lisboa, Portugal. O líder religioso foi conduzido para prestar depoimento ainda no terminal.
Moraes apreende passaporte de Silas Malafaia, decide STF
Além da retenção do passaporte, Moraes proibiu o pastor de manter qualquer contato com outros investigados, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A decisão sustenta que eventual comunicação poderia comprometer o andamento das apurações.
Segundo o despacho, a PF e a Procuradoria-Geral da República reuniram indícios de que Malafaia, Jair Bolsonaro e seu filho teriam atuado para influenciar julgamentos do STF e obter anistia, valendo-se de campanha de desinformação e pressão política. A estratégia incluiria a ameaça de tarifas norte-americanas como forma de barganha.
Moraes apontou “claros e expressos atos executórios” que configurariam, em tese, crimes de coação no curso do processo (art. 344 do Código Penal) e obstrução de investigação de infração penal envolvendo organização criminosa. O ministro determinou que a PF monitore eventuais descumprimentos das restrições impostas.
Em nota, a Polícia Federal confirmou que o pastor permanece “sendo ouvido” no aeroporto carioca. Mais detalhes sobre a oitiva não foram divulgados. A defesa de Malafaia ainda não se pronunciou publicamente sobre as medidas judiciais.

Imagem: Reprodução
O caso segue em sigilo, mas novos desdobramentos são aguardados. Informações atualizadas podem ser acompanhadas no portal do STF que monitora o processo.
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