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Bolsonaro preparou asilo político na Argentina, indica PF

Bolsonaro preparou asilo político na Argentina, indica PF. Relatório final da Polícia Federal, divulgado nesta quarta-feira (20), revelou um arquivo no celular do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que redige um pedido formal de asilo político ao governo argentino.

Intitulada “Carta JAIR MESSIAS BOLSONARO”, a minuta foi criada e, depois, editada pela esposa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O documento de 33 páginas foi salvo no aparelho do ex-mandatário em 10 de fevereiro de 2024, dois dias após a deflagração da Operação Tempus Veritatis, que investiga suposta organização criminosa para abolir o Estado Democrático de Direito.

Bolsonaro preparou asilo político na Argentina, indica PF

Dirigido ao presidente Javier Gerardo Milei, o texto sustenta que Bolsonaro seria “perseguido por motivos essencialmente políticos” e correria risco de sofrer novo atentado. A carta afirma ainda que ele poderia ter a prisão decretada “de forma injusta, ilegal, arbitrária e inconstitucional” pelas autoridades brasileiras.

Segundo o relatório, o ex-presidente viajou a Buenos Aires entre 7 e 11 de dezembro, acompanhado do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), para a posse de Milei. A PF interpreta esse deslocamento como parte de um possível plano de evasão, reforçado pela existência da minuta.

Há espaço no documento para a assinatura de Jair Bolsonaro e para a data de envio, mas o governo argentino negou publicamente ter recebido qualquer solicitação de asilo. Para a PF, os achados indicam “documento que viabilizaria sua evasão do Brasil”, especialmente após o recolhimento do passaporte do ex-chefe do Executivo.

Especialistas em direito internacional lembram que pedidos de refúgio ou asilo costumam ser analisados caso a caso, conforme a Convenção de 1951 sobre o Estatuto dos Refugiados e a Convenção de Caracas de 1954. Mais detalhes sobre normas de asilo podem ser consultados no portal da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), referência global no tema.

O ex-presidente ainda não se manifestou oficialmente sobre o conteúdo apontado pela PF. O processo que investiga possíveis crimes de “abolição violenta do Estado Democrático de Direito” segue em sigilo judicial.

Para acompanhar os desdobramentos políticos deste e de outros casos, visite nossa editoria de Política e continue informado.

Crédito da imagem: Arquivo/Reprodução

Redação GOYAZ

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