Advogado investigado por importunação sexual em Goiânia

Advogado investigado por importunação sexual em Goiânia tornou-se alvo de inquérito da Polícia Civil de Goiás (PCGO) após uma colega denunciar suposta tentativa de obrigá-la a praticar atos libidinosos, em 27 de maio.
Segundo a vítima, que também é advogada, o suspeito alugava uma sala para ela num escritório da capital. Na data do fato, ele teria enviado um vídeo íntimo em visualização única e, pouco depois, a agarrado à força, tocado seus seios e exposto os órgãos genitais. Ela relatou ter conseguido empurrá-lo e procurou apoio de uma amiga antes de decidir, no mês passado, registrar ocorrência.
Advogado investigado por importunação sexual em Goiânia
O caso foi encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), que conduz as diligências. A advogada solicitou medidas protetivas ao Ministério Público de Goiás (MPGO), alegando tentativas de coerção: “Ele tem procurado a família do meu namorado para me intimidar”, disse. A promotoria deve decidir sobre a proteção nos próximos dias.
Mônica Araújo Jordão, que representa a denunciante, ressaltou que o crime de importunação sexual é de ação penal pública incondicionada. “O MP deve oferecer denúncia e não há possibilidade de arquivamento, pois a vítima não pode desistir”, explicou. A defensora também adiantou que buscará reparação na esfera cível após o avanço do processo criminal.
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) informou que abriu procedimento ético-disciplinar contra o acusado e reforçou atuar “de forma intransigente na defesa dos direitos das mulheres”. Conforme o art. 72, §2º, da Lei 8.906/94, o trâmite corre em sigilo. O investigado, procurado pela reportagem, não se manifestou até o fechamento.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que casos de importunação sexual vêm crescendo desde que o crime foi tipificado na Lei 13.718/2018, legislação detalhada pelo Agência Brasil.
Em síntese, a PCGO segue apurando as circunstâncias, enquanto Ministério Público e OAB-GO analisam providências paralelas. A vítima aguarda decisão sobre a medida protetiva e afirma não ter voltado ao escritório após o episódio.
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