Cheias no Paquistão já matam quase 800 pessoas em 2025

Cheias no Paquistão provocadas pelas intensas chuvas de monção elevaram o número de mortos para 798, segundo relatório da Autoridade Nacional de Gestão de Desastres (NDMA) divulgado na noite de domingo, 24 de agosto de 2025. As autoridades alertam que o volume de precipitações deve aumentar nas próximas horas.
Entre sábado e o meio-dia de domingo, dez novas vítimas foram registradas na província de Khyber Pakhtunkhwa (KP), no noroeste do país, região que concentra 408 óbitos desde o início da temporada de monções. No mesmo intervalo, 56 pessoas ficaram feridas, conforme dados oficiais.
Cheias no Paquistão já matam quase 800 pessoas em 2025
As inundações afetam todas as províncias paquistanesas, mas KP permanece a mais castigada pela combinação de relevo montanhoso e enxurradas repentinas. O Departamento Meteorológico do Paquistão (PMD) prevê chuvas fortes nesta segunda-feira, com possibilidade de novos deslizamentos de terra.
A Divisão de Previsão de Inundações (FFD) alertou para a elevação dos níveis dos rios Chenab e Indo nas próximas 24 horas. No rio Sutlej, na área da barragem de Ganda Singh Wala, a tendência é de permanência em cota de inundação, agravada pela liberação de água de reservatórios na Índia.
Em Gilgit-Baltistan, um deslizamento bloqueou o canal principal do rio Ghizer e formou um lago de sete quilômetros de extensão. A NDMA teme que a barreira natural possa romper repentinamente, gerando inundações catastróficas, embora ainda não haja registro de danos estruturais nesse novo corpo d’água. As chuvas devem persistir até 10 de setembro, reforçando a vulnerabilidade do país, que em 2022 viu 1.700 mortes por eventos semelhantes.
De acordo com a agência Reuters, o Paquistão está entre as nações mais expostas a eventos climáticos extremos e enfrenta dificuldade para recuperar infraestrutura entre uma temporada de monções e outra. Para acompanhar outras atualizações sobre impactos climáticos e desastres naturais, visite também a homepage do Goyaz e continue informado.
Crédito da imagem: Frame Reuters