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Tarifas de Trump miram UE e Big Techs, aponta análise

Tarifas de Trump ganham força no debate comercial após o ex-presidente dos Estados Unidos sinalizar “medidas substanciais” contra países que, segundo ele, estariam punindo empresas de tecnologia norte-americanas.

A declaração, feita durante evento de campanha, foi detalhada por Fernando Nakagawa no programa CNN 360º. Sem citar nações específicas, Trump indicou que a União Europeia (UE) seria o principal alvo da retaliação, já que o bloco lidera iniciativas regulatórias dirigidas às chamadas Big Techs.

Tarifas de Trump miram UE e Big Techs, aponta análise

Bruxelas avança em três frentes: combate à desinformação on-line, tributação mais equilibrada das gigantes digitais e criação de regras para o uso de inteligência artificial. A Comissão Europeia afirma que as normas preservam valores democráticos e a soberania regulatória do bloco. “Cabe à UE definir como empresas operam em nosso território”, reforçou a porta-voz Paula Pinho.

Além da UE, mercados como Austrália e países da América Latina, incluindo o Brasil, discutem legislações semelhantes para proteger dados, elevar a segurança digital e garantir direitos dos usuários. Washington, contudo, enxerga as propostas europeias como barreira comercial disfarçada, argumento que Trump pretende utilizar para justificar tarifas extras sobre importações originadas dos países envolvidos.

Especialistas avaliam que eventuais sobretaxas poderiam reacender tensões comerciais entre Washington e Bruxelas, interrompidas após a saída de Trump da Casa Branca em 2021. Para a indústria tecnológica, o risco imediato é o aumento de custos na cadeia de suprimentos e a possível fragmentação de serviços digitais em diferentes jurisdições.

A Comissão Europeia ainda não comentou a ameaça de forma oficial, mas diplomatas do bloco lembram que qualquer tarifa contrária às regras da Organização Mundial do Comércio pode ser contestada no órgão. Por ora, o tom é de cautela, à espera de detalhes sobre quais produtos ou setores seriam efetivamente atingidos.

Se confirmadas, as novas tarifas representam mais um capítulo na disputa sobre quem dita as regras do ambiente digital global: governos ou conglomerados de tecnologia.

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Crédito da imagem: Will Oliver/EPA/Bloomberg

Redação GOYAZ

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