Agressão a garota de programa mobiliza polícia em Anápolis

Agressão a garota de programa em Anápolis ganhou novo capítulo após a vítima, de 24 anos, registrar ocorrência na noite de terça-feira (26). Ela afirma ter sido ameaçada de morte e agredida pelo dono de uma boate depois de recusar novos atendimentos.
Segundo o relato apresentado à Polícia Civil, o suspeito foi cliente da jovem por um ano e sete meses. O último encontro, em 8 de agosto, terminou quando ela anunciou que não o atenderia mais. Irritado, o homem teria sacado uma arma de fogo, feito ameaças de morte e desferido golpes físicos enquanto, segundo ela, consumia entorpecentes.
Agressão a garota de programa mobiliza polícia em Anápolis
A vítima relatou que não registrou queixa imediatamente porque o empresário prometeu deixá-la “em paz”. No entanto, nas semanas seguintes, desconhecidos passaram a vigiá-la no local de trabalho e a questionar colegas sobre sua rotina. As intimidações aumentaram por meio de mensagens de aplicativo, inclusive ao patrão da jovem, contendo um vídeo dela com outro cliente e a ordem para que não permanecesse na porta da boate.
De acordo com o boletim de ocorrência, o suspeito também tem frequentado a residência da mulher. Em conversas com terceiros em outras casas noturnas, ele teria reiterado que a mataria caso ela não saísse da cidade.
Com o apoio de uma advogada, a profissional solicitou medidas protetivas de urgência e deve formalizar representação criminal contra o empresário nesta quarta-feira (27) na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam). A Polícia Civil apura as denúncias e pode enquadrar o acusado por crimes de ameaça, lesão corporal e perseguição, previstos na Lei Maria da Penha.
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Imagem: Anápolis/Samuel Rosa/Arquivo