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Eduardo Bolsonaro quer exercer mandato direto dos EUA

Eduardo Bolsonaro solicitou ao presidente em exercício da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), autorização para exercer o mandato remotamente a partir dos Estados Unidos, país onde reside desde março.

O parlamentar do PL de São Paulo havia obtido licença de 122 dias alegando perseguição política. Com o término do afastamento, ele passou a acumular faltas que podem levar à perda do mandato e já é alvo de um pedido de cassação encaminhado por Motta ao Conselho de Ética.

Eduardo Bolsonaro quer exercer mandato direto dos EUA

No ofício encaminhado à Mesa Diretora, Eduardo sustenta que continua vítima de perseguição, destaca sua participação na Comissão de Relações Exteriores e afirma que a chamada “diplomacia parlamentar” é parte essencial de sua atuação. Ele compara o momento atual ao período da pandemia de covid-19, quando a Câmara autorizou votações virtuais, e argumenta que sua situação seria “ainda mais grave” do que a crise sanitária que causou cerca de 700 mil mortes no Brasil.

O deputado também critica o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a quem atribui um cenário de “terror e chantagem” contra parlamentares. “Não reconheço falta alguma, não renuncio ao meu mandato”, escreveu.

A pressão sobre Eduardo aumentou depois que a Polícia Federal concluiu, em 20 de agosto, o indiciamento dele e do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, por coação no curso de processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. Segundo a PF, Eduardo teria atuado junto ao governo Donald Trump para apoiar retaliações ao Brasil e a ministros do STF.

Nos últimos meses, os Estados Unidos anunciaram medidas como tarifa de 50% sobre importações brasileiras e sanções financeiras ao ministro Alexandre de Moraes, baseadas na Lei Magnitsky. O parlamentar utiliza esses episódios como argumento para reforçar a necessidade de permanecer em solo norte-americano.

Para contextualizar o pedido, Eduardo relembra que mais de 500 deputados participaram remotamente de sessões entre 2020 e 2022, autorizados por resolução interna. A decisão sobre seu caso agora cabe à Mesa Diretora da Câmara; caso seja negada, ele poderá ter o mandato colocado em votação no plenário, conforme prevê o Regimento Interno da Casa. Informações sobre o trâmite podem ser consultadas no site oficial da Câmara (https://www.camara.leg.br/).

Resumo: Eduardo Bolsonaro busca manter o mandato mesmo longe do país, alegando perseguição política e usando precedentes de participação remota na pandemia para justificar o pedido.

Continue acompanhando a cobertura de Brasília em nossa editoria de Política e fique por dentro dos próximos passos desse processo.

Crédito da imagem: Lula Marques/ Agência Brasil

Redação GOYAZ

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