Tapenade Gastronomia retoma operações e planeja expansão

Tapenade Gastronomia retoma operações e planeja expansão após enfrentar os impactos da pandemia da Covid-19 e das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024. Fundada em 2015 por Renata Severo, a empresa de buffet de Porto Alegre soma agora novas estratégias para recuperar mercado e crescer de forma sustentável.
Renata recorda que a proposta da Tapenade sempre foi oferecer experiências gastronômicas diferenciadas, transformando os pratos em elementos decorativos. A busca por inovação se intensificou durante a pandemia, quando a empreendedora criou a vertical “Tapenade em casa” para atender eventos intimistas e manter a receita.
Tapenade Gastronomia retoma operações e planeja expansão
O ano de 2024 trouxe outro desafio: as enchentes que alagaram a sede da empresa, destruindo maquinário e gerando um prejuízo superior a R$ 80 mil. Foram mais de 20 dias sem acesso ao local, período em que toda a operação ficou paralisada. Segundo Renata, 95% do público da Tapenade está em Porto Alegre, o que ampliou o impacto financeiro.
Para acelerar a reconstrução, a empresária recorreu a uma linha de crédito de R$ 200 mil do Estímulo, fundo voltado a pequenos negócios. O recurso vem sendo destinado à recomposição do capital de giro e à reforma do espaço, que deverá abrigar eventos próprios a partir de 2025.
Renata afirma que o plano estratégico daqui para frente será mais cauteloso. “Aprendemos que é preciso calcular cada passo para minimizar riscos”, diz. A empresária observa que muitos clientes ainda priorizam a recomposição financeira após as enchentes, reduzindo a demanda por eventos, mas enxerga oportunidade em celebrações corporativas de médio porte e no mercado catarinense.
Com a retomada gradual das atividades presenciais e a estabilização dos custos dos insumos, a Tapenade projeta ampliar o portfólio até o fim do próximo ano. A expansão incluirá cardápios sazonais, parcerias com decoradores locais e a criação de workshops culinários no novo espaço.
O case reforça a importância da resiliência para micro e pequenos empreendedores, que frequentemente dependem de rápidos ajustes de rota para sobreviver a crises sanitárias ou climáticas.
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Imagem: Divulgação