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Falsa biomédica vai a júri popular por morte de influencer em Goiânia

O despacho emitido nesta segunda-feira (1º/9) manteve a ré em liberdade. No entanto, ela foi pronunciada por homicídio qualificado, exercício ilegal da medicina e crime contra o consumidor

Falsa biomédica Grazielly da Silva Barbosa enfrentará júri popular pela morte da influenciadora brasiliense Aline Maria Ferreira, 33 anos, ocorrida após um procedimento estético realizado em Goiânia.

A decisão, proferida pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 3ª Vara dos Crimes Dolosos contra a Vida, confirma provas de materialidade e indícios de autoria. O despacho, emitido nesta segunda-feira (1º/9), mantém a ré em liberdade, mas pronunciada por homicídio qualificado, exercício ilegal da medicina e crime contra o consumidor.

Falsa biomédica vai a júri popular por morte de influencer

De acordo com o processo, Aline viajou de Brasília a Goiânia em 23 de junho de 2024 para aumentar os glúteos com injeção de PMMA, serviço que custou R$ 3 mil. Testemunhas relataram que o material, trazido supostamente do Paraguai, era misturado a óleo antes da aplicação. A clínica não mantinha prontuários nem exigia exames pré-operatórios, prática que levou à sua interdição após a morte da paciente.

A influenciadora regressou ao Distrito Federal no mesmo dia do procedimento. Em casa, sentiu febre e dores abdominais. Familiares buscaram orientação com a clínica e receberam apenas indicação de analgésico. No dia 27, ela desmaiou e foi internada em hospital particular, falecendo em 2 de julho.

Ainda segundo a investigação, Grazielly foi presa preventivamente, mas obteve conversão para prisão domiciliar. O juiz entendeu existir “forte suporte probatório” para levar o caso a julgamento popular, cuja data ainda será definida pelo Tribunal do Júri.

Além do homicídio, a ré é acusada de burlar normas sanitárias e de consumo. Para especialistas, o uso indiscriminado de PMMA sem acompanhamento médico representa risco elevado, como já alertou a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

No âmbito criminal, a defesa poderá apresentar recursos, mas a decisão de pronúncia normalmente só é revista em instâncias superiores. Até lá, Grazielly seguirá monitorada eletronicamente.

O caso reforça discussões sobre regulação de procedimentos estéticos e fiscalização de clínicas, tema recorrente na Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Goiás.

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Crédito da imagem: Divulgação/Polícia Civil

Redação GOYAZ

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