
Advogado agride ex-companheira e a mãe dela, de 60 anos, na porta da casa da família, no Setor Village Garavelo 2, em Aparecida de Goiânia, na noite de domingo (31/8). As câmeras de segurança flagraram a violência, que ocorreu diante dos dois filhos do casal, de 2 anos e 7 meses e 1 ano e 7 meses, o mais velho diagnosticado com autismo.
A vítima, de 25 anos, registrou ocorrência na Polícia Civil logo após o episódio. Segundo o boletim, o agressor teria ido ao imóvel apenas para devolver as crianças, que passaram o fim de semana com ele. Dentro do veículo, estava a atual companheira do suspeito, que teria iniciado ofensas verbais contra a ex, desencadeando a briga.
Advogado agride ex-companheira e sogra em Aparecida
Em depoimento, a mulher relatou que, ao questionar a presença da nova parceira — responsável por solicitar uma medida protetiva contra ela, embora nunca tivessem se encontrado —, foi atacada com socos e chutes. A mãe dela tentou intervir e também apanhou. Na sequência, o advogado perseguiu a ex-corredora adentro da casa, acertou novo golpe no rosto e a deixou desacordada.
As duas vítimas foram encaminhadas para exame de corpo de delito e já obtiveram medida protetiva. Até a manhã desta segunda-feira, o suspeito não havia sido detido, mas deve ser intimado ainda hoje para prestar depoimento. A redação reservou espaço para manifestação do advogado, que não respondeu às tentativas de contato.
Dados do Tribunal de Justiça de Goiás indicam quase 30 mil novos registros de violência doméstica no primeiro semestre de 2024, cenário que reforça a gravidade dos ataques. Especialistas lembram que, em 2023, o Conselho Nacional de Justiça apontou aumento de 16 % nas medidas protetivas concedidas no país (CNJ).
O caso será investigado pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Aparecida de Goiânia, que vai analisar as imagens e ouvir testemunhas. A polícia não descarta solicitar prisão preventiva caso haja indícios de risco à integridade das vítimas.
Para vítimas e testemunhas de violência doméstica, a orientação é ligar para o 190 ou acionar o 180 – Central de Atendimento à Mulher –, serviço nacional e gratuito que funciona 24 horas.
Este episódio soma-se a outras ocorrências registradas na região metropolitana; confira cobertura semelhante na editoria de Cidades e acompanhe atualizações.
Crédito: Arquivo/Aparecida