
PL da Anistia volta ao centro das discussões em Brasília depois de uma ligação, nesta segunda-feira (1º), entre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o presidente da Câmara, Hugo Motta. O contato telefônico, confirmado por fontes do Palácio dos Bandeirantes, reuniu ainda o deputado Marcos Pereira, líder do Republicanos.
Na conversa matinal, o Republicanos informou que “fechará questão” a favor do projeto que anistia investigados pelos atos de 8 de janeiro. Com o apoio formal da sigla, ganhou força a possibilidade de o texto ser pautado ainda neste mês no Congresso.
PL da Anistia: Tarcísio e Hugo Motta articulam avanço
Segundo interlocutores, Motta vinha resistindo a colocar a proposta em votação por receio de desgaste com o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal. O compromisso público do Republicanos busca reduzir essa pressão e oferecer cobertura política ao presidente da Câmara.
Nos bastidores, líderes partidários calculam que a tramitação pode ocorrer em ritmo acelerado se houver sinal verde da base governista, responsável por parte dos votos necessários. Tarcísio, aliado de primeira hora do Republicanos, teria argumentado que o tema precisa ser enfrentado para “virar a página” da crise pós-eleitoral.
Em nota, o Republicanos não detalhou prazos, mas indicou que “o melhor momento é antes do recesso parlamentar”. Caso seja aprovado, o PL concederá anistia a todos os envolvidos que não tenham praticado violência ou depredação, ponto ainda contestado por partidos da oposição ao texto. Dados da Polícia Federal apontam mais de 1.300 investigados nos inquéritos sobre o 8 de janeiro.
O cenário permanece sensível. Analistas avaliam que uma eventual aprovação pode ser judicializada, ampliando o embate entre Legislativo e Judiciário.
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