
Audiência STF entre Vanderlan e Gayer ocorre nesta quarta é o ponto central da ação penal em que o senador Vanderlan Cardoso (PSD) acusa o deputado federal Gustavo Gayer (PL) de calúnia, difamação e injúria. Marcada para 11h desta quarta-feira (3), a sessão será realizada por videoconferência, conforme decisão do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
O parlamentar goiano move a queixa-crime desde fevereiro de 2023, quando foi chamado de “vagabundo” por Gayer em vídeo publicado nas redes sociais, após Vanderlan manifestar apoio à recondução de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) à presidência do Senado. O processo avançou para a fase de instrução com a oitiva de testemunhas indicadas pela defesa do deputado.
Audiência STF entre Vanderlan e Gayer ocorre nesta quarta
Entre os depoentes estão os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Wilder Morais (PL-GO). Ambos solicitaram o adiamento de suas participações, alegando conflitos na agenda, mas tiveram os pleitos negados. Moraes argumentou que a realização remota suprime obstáculos de deslocamento e evita adiamentos “sem justa causa”, ressaltando que a prerrogativa do artigo 221 do Código de Processo Penal não pode ser usada para inviabilizar a oitiva.
Testemunhas limitadas e depoimentos por escrito
Na mesma decisão, o ministro do STF indeferiu a inclusão de testemunhas “exclusivamente abonatórias”, determinando que tais declarações sejam enviadas por escrito até o início da audiência. A medida restringe a sessão às testemunhas consideradas essenciais para esclarecer os fatos que motivaram a ação penal.
Deputado alega perseguição política
A proximidade da audiência levou Gayer a publicar novo vídeo na última segunda-feira (2), no qual se diz vítima de perseguição política e relaciona o processo a uma suposta tentativa de retirá-lo da disputa pelo Senado em 2026. Vanderlan, por sua vez, acusa o deputado de manipular a opinião pública com desinformação.
Papel do STF na condução da ação
Ao manter a data da audiência, Moraes reforçou o entendimento de que nenhum direito ou prerrogativa pode prejudicar a efetividade processual. O despacho completo está disponível no site oficial do Supremo Tribunal Federal, que reúne todas as movimentações do caso.
Com a sessão confirmada, espera-se que as declarações colhidas orientem os próximos passos da Corte. Caso reste comprovado o crime contra a honra, Gayer poderá responder a sanções penais e cíveis. Se a defesa demonstrar ausência de dolo, o processo poderá ser arquivado ou convertido em ação de natureza diversa.
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