Ministros do STF que julgam Bolsonaro: conheça perfis

Ministros do STF que julgam Bolsonaro voltarão a se reunir na próxima terça-feira (9) para retomar o julgamento do chamado “núcleo crucial” da ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado de 2022.
A Primeira Turma do Supremo realizará sessões extraordinárias nos dias 9, 10, 11 e 12 de abril. O relator, ministro Alexandre de Moraes, abrirá os trabalhos com um voto que deve durar cerca de três horas, seguido das manifestações dos demais magistrados do colegiado.
Ministros do STF que julgam Bolsonaro: conheça perfis
O grupo de réus inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete investigados: Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Mauro Cid, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto. Todos são apontados como integrantes do núcleo 1 da suposta trama golpista.
Formada por cinco integrantes, a Primeira Turma decidirá o futuro dos acusados. Confira o perfil de cada ministro:
Cristiano Zanin – Presidente do colegiado, nasceu em Piracicaba (SP) e é formado pela PUC-SP. Especialista em litígios estratégicos, foi indicado ao Supremo em 2023 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Alexandre de Moraes – Natural de São Paulo, graduou-se e doutorou-se na USP. Ex-promotor, ex-secretário de Segurança estadual e ex-ministro da Justiça, foi nomeado em 2017 por Michel Temer.
Cármen Lúcia – Mineira de Montes Claros, formou-se na PUC-MG e fez mestrado na UFMG. Atuou como procuradora do Estado e professora, chegando ao Supremo em 2006, por indicação de Lula.
Flávio Dino – Maranhense de São Luís, graduou-se pela UFMA e tem mestrado pela UFPE. Já foi juiz federal, deputado, senador, governador e ministro da Justiça. Chegou ao STF em 2024, também nomeado por Lula.
Luiz Fux – Carioca, graduado pela UERJ, passou por cargos de promotor e desembargador no TJ-RJ antes de ser indicado ao Supremo em 2011 pela então presidente Dilma Rousseff.
De acordo com o Supremo Tribunal Federal, a sessão de terça-feira abrirá espaço para sustentações orais da acusação e da defesa, antes da votação oficial.
A expectativa é de que o julgamento, considerado um dos mais relevantes da história recente do tribunal, defina se os oito investigados irão a júri pela suposta tentativa de subverter a ordem constitucional após as eleições de 2022. Caso haja pedido de vista ou destaque, o processo poderá ser deslocado ao plenário, atrasando a decisão final.
Para os analistas políticos, o posicionamento de cada ministro da Primeira Turma poderá influenciar futuros inquéritos relacionados aos atos de 8 de janeiro e ao ambiente institucional do país.
O tribunal já reservou outras datas em abril para sessões extras, caso o julgamento não seja concluído nesta semana, mantendo a pressão sobre a defesa de Bolsonaro e demais acusados.
No desfecho, eventual condenação poderá resultar em penas de prisão e inelegibilidade, enquanto absolvições reduzirão a abrangência da investigação.
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Crédito da imagem: Arquivo/STF