Cármen Lúcia: golpistas deixam rastros, afirma no STF

Cármen Lúcia: golpistas deixam rastros, afirma no STF — A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) declarou, nesta quinta-feira (11/9), que quem tenta um golpe “vai deixando rastros” ao exibir planos e registros. A fala ocorreu durante o julgamento que analisa a participação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de mais sete acusados no suposto esquema para reverter o resultado das eleições de 2022.
Segundo Cármen Lúcia, a sociedade “quer tanto se mostrar” que os envolvidos acabam documentando seus próprios atos: “Eles fazem maquete, desenham, mostram e fotografam”, reforçou ao proferir o voto que consolidou maioria pela condenação dos réus por organização criminosa.
Cármen Lúcia: golpistas deixam rastros, afirma no STF
Até o momento, três ministros votaram. O relator Alexandre de Moraes e Flávio Dino defenderam a condenação integral dos oito acusados. Já Luiz Fux divergiu parcialmente: absolveu Bolsonaro, Almir Garnier, Alexandre Ramagem, Paulo Sérgio Nogueira, Augusto Heleno e Anderson Torres; manteve Mauro Cid e Walter Braga Netto condenados apenas por tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.
Com o posicionamento de Cármen Lúcia, forma-se maioria para responsabilizar todos os acusados por cinco crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. A exceção é Ramagem, que responde somente aos três primeiros delitos após autorização da Câmara dos Deputados.
Integram o chamado “núcleo crucial” do plano, além de Bolsonaro, os seguintes nomes: Alexandre Ramagem (deputado federal e ex-diretor da Abin), o almirante Almir Garnier, Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), general Augusto Heleno, tenente-coronel Mauro Cid, general Paulo Sérgio Nogueira e general Walter Braga Netto.
O cronograma fixado pelo STF reserva mais duas sessões para concluir o julgamento: hoje, das 14h às 19h, e sexta-feira (12/9), nos mesmos horários. Após Cármen Lúcia, vota o ministro Cristiano Zanin, encerrando a análise do processo pelo colegiado de oito ministros — o presidente Luís Roberto Barroso não participa.
Detalhes sobre o andamento podem ser acompanhados no portal oficial do Supremo Tribunal Federal, onde são disponibilizadas íntegras dos votos e da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
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Crédito da imagem: CNN Brasil