Sanções ao Brasil são definidas pelos EUA, afirma Figueiredo

Sanções ao Brasil voltam ao centro do debate após o empresário e influenciador Paulo Figueiredo declarar que a decisão sobre eventuais punições ao país cabe exclusivamente ao governo dos Estados Unidos.
Em entrevista, Figueiredo — que atua ao lado do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em articulações com a gestão Donald Trump — reforçou que brasileiros apenas “oferecem informações e opiniões”, mas não têm voz sobre o tamanho da retaliação americana.
Sanções ao Brasil são definidas pelos EUA, afirma Figueiredo
Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro temem que novas medidas de Washington, motivadas pela condenação do ex-mandatário por tentativa de golpe, possam resultar no cumprimento integral da pena de 27 anos e três meses em regime fechado. Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, após quebrar medidas cautelares relacionadas ao inquérito que investiga a atuação de Eduardo nos Estados Unidos.
Segundo fontes próximas ao ex-presidente, nem Figueiredo nem Eduardo Bolsonaro conseguem prever a extensão da reação americana. “Se Bolsonaro for usado como refém, quem o mantém nesse papel age como terrorista, e os EUA têm uma política histórica de não negociar com terroristas”, afirmou Figueiredo.
A discussão ganhou novo fôlego nesta segunda-feira (15) quando o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, declarou à Fox News que “o estado de direito está se rompendo no Brasil”. Sem mencionar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, Rubio criticou magistrados que, segundo ele, teriam extrapolado jurisdição ao mirar até cidadãos norte-americanos que postam conteúdos a partir dos Estados Unidos.
Para especialistas, declarações como a de Rubio indicam que a Casa Branca acompanha de perto a situação política brasileira.
Embora não exista prazo oficial para a definição de eventuais sanções, o receio no entorno de Bolsonaro é que a escalada diplomática complique tentativas de manter o ex-presidente em prisão domiciliar, cenário visto como menos traumático para sua base política.
Resumindo, a tensão entre Brasília e Washington cresce à medida que as sanções ao Brasil seguem no radar norte-americano, sem garantias sobre limites ou efeitos práticos.
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Imagem: Reprodução/X